Uma professora de Educação Básica planeja e acompanha sistematicamente o processo evolutivo de seus alunos nas atividades em sala de aula e considera os erros como pontes para novos saberes. Ela realiza observações e propõe exercícios, no sentido de ajudar os estudantes a aperfeiçoarem suas aprendizagens e reverem os seus equívocos. Essa intervenção é caracterizada como uma avaliação
- A)classificatória ou seletiva.
Errada, porque avaliação classificatória ou seletiva busca hierarquizar e selecionar, e não acompanhar o aluno para ajudá-lo a avançar.
- B)excludente ou pontual.
Errada, porque uma avaliação excludente ou pontual não valoriza o processo contínuo nem usa o erro como parte da aprendizagem.
- C)mediadora e formativa.
Certa, porque há acompanhamento sistemático, observação, intervenção pedagógica e uso do erro como apoio à aprendizagem, características da avaliação mediadora e formativa.
- D)diagnóstica ou classificatória.
Errada, porque a avaliação diagnóstica serve para identificar conhecimentos prévios, mas a descrição vai além disso ao envolver acompanhamento e intervenção ao longo do processo.
- E)somativa.
Errada, porque a avaliação somativa ocorre ao final de um período para verificar resultados, e não para acompanhar e reorientar as aprendizagens durante o percurso.
Gabarito: C
Essa questão trata de avaliação educacional com foco no acompanhamento do processo de aprendizagem, e não apenas no resultado final. Quando a professora observa o percurso do aluno, identifica erros como parte natural da construção do conhecimento e propõe intervenções para melhorar a aprendizagem, ela está atuando de forma contínua, orientadora e ajustando o ensino ao que a turma precisa naquele momento. Isso é típico da avaliação formativa, porque ela acompanha o desenvolvimento do estudante durante o caminho, com devolutivas, exercícios e correções que ajudam a aprender melhor. O erro aqui não é visto como fracasso, mas como pista pedagógica, quase um mapa do que ainda precisa ser reconstruído. Já a dimensão mediadora entra porque a professora não apenas mede o que o aluno sabe: ela interfere pedagogicamente para promover avanço. Esse entendimento dialoga com a doutrina de Hoffmann, muito associada à avaliação mediadora, e também com a ideia de avaliação como parte do processo de ensino-aprendizagem, não como momento isolado de punição ou ranking. Por isso o gabarito é a letra C. A situação descreve acompanhamento sistemático, observação, intervenção e revisão de equívocos, exatamente o núcleo da avaliação mediadora e formativa. Se fosse somativa ou classificatória, o foco estaria no fechamento, na nota e na seleção, e não na melhoria contínua.