São comportamentos característicos de educandos com Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), exceto
- A)dislexia e disgrafia.
Errada, porque dislexia e disgrafia são transtornos específicos de leitura e escrita, e não comportamentos típicos de TGD.
- B)acessos de agressividade.
Certa, pois acessos de agressividade podem aparecer em educandos com TGD, especialmente diante de frustração ou sobrecarga sensorial.
- C)aversão ao contato com outros.
Certa, porque a aversão ao contato com outros é um sinal compatível com dificuldades de interação social comuns nos TGD.
- D)mudanças de humor sem causa aparente.
Certa, já que mudanças de humor sem causa aparente podem ocorrer em quadros com dificuldade de autorregulação emocional.
- E)dificuldade em iniciar e manter conversação.
Certa, porque dificuldade em iniciar e manter conversação é um traço clássico das alterações de comunicação e interação social.
Gabarito: A
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) eram a nomenclatura usada, em documentos e na prática educacional, para um conjunto de condições que hoje costuma ser associado aos transtornos do espectro autista e condições correlatas. Em sala de aula, o ponto central costuma ser a dificuldade de interação social, de comunicação e de adaptação a mudanças, além de comportamentos repetitivos ou respostas emocionais intensas. É por isso que a escola observa sinais como aversão ao contato social, dificuldades de iniciar e manter conversação e até acessos de agressividade ou mudanças de humor sem causa aparente. Na LDB (Lei 9.394/1996), especialmente na perspectiva da educação especial, a ideia é garantir atendimento educacional adequado aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Então, a banca costuma cobrar sinais comportamentais típicos desses estudantes, e não dificuldades específicas de aprendizagem ligadas à leitura e escrita. Aqui mora a chave da questão: dislexia e disgrafia não são características de TGD. Elas são transtornos específicos de aprendizagem e de escrita, muito mais relacionados ao processamento da linguagem e da alfabetização do que ao quadro social-comportamental típico do TGD. Ou seja, a alternativa traz um par bem conhecido, mas de outra família diagnóstica. A banca adora essa mistura para ver se você separa "dificuldade de interação" de "dificuldade de aprendizagem". Assim, o gabarito é a letra A, porque dislexia e disgrafia não descrevem comportamento característico de educandos com TGD. As demais alternativas apontam traços compatíveis com esse perfil, especialmente nas áreas de socialização, comunicação e regulação emocional.