Paulo é colaborador há pouco tempo em uma empresa. Com uma boa formação prévia, entrou bem posicionado, mas sabe que sua performance na organização depende da continuidade de seu aprimoramento profissional. Ele fica sabendo que as ações em Treinamento, Desenvolvimento e Educação (TD&E) da empresa são pensadas segundo o modelo de trilhas de aprendizagem. Ao buscar se informar, ele descobre que se trata de um modelo:
- A)no qual o colaborador traça os seus caminhos formativos de maneira espontânea e não planejada, com abertura para a criatividade;
Errada, porque trilhas de aprendizagem não são espontâneas e não planejadas, mas sim estruturadas e alinhadas a objetivos de desenvolvimento.
- B)que visa solucionar o problema da liberdade excessiva dos colaboradores nos antigos padrões de treinamento, pouco planejados;
Errada, pois o modelo não existe para corrigir suposta liberdade excessiva, e sim para integrar necessidades do colaborador e da organização.
- C)no qual são designadas trilhas formativas obrigatórias conforme os cargos dos colaboradores, com foco direcionado;
Errada, porque trilhas podem ter percursos personalizados, e não apenas formações obrigatórias e fixas por cargo.
- D)que se resume a uma metodologia em e-learning, na qual o colaborador tem flexibilidade para montar seus próprios horários;
Errada, já que trilha de aprendizagem não se resume a e-learning nem a flexibilidade de horários, sendo um conceito bem mais amplo de desenvolvimento.
- E)no qual se busca uma parceria entre as preferências do colaborador e as estratégias da empresa, conciliando autonomia e resultados.
Certa, porque descreve a conciliação entre autonomia do colaborador e estratégia da empresa, que é a essência das trilhas de aprendizagem.
Gabarito: E
As trilhas de aprendizagem em TD&E são uma forma de organizar o desenvolvimento profissional sem engessar totalmente o percurso do colaborador. A ideia é combinar o que a empresa precisa com o que a pessoa quer e precisa aprender, respeitando experiência prévia, cargo, metas e lacunas de competência. Em outras palavras: não é cada um por si, nem um roteiro fechado igual para todo mundo. É um caminho planejado, mas com espaço para escolhas e personalização. Na prática, a trilha pode reunir ações como cursos, leituras, mentorias, projetos, treinamentos presenciais, e-learning e atividades no trabalho. O foco é construir aprendizagem contínua e alinhada aos resultados da organização, sem ignorar a autonomia do colaborador. Isso conversa com a lógica moderna de gestão de pessoas: desenvolver para performar melhor, e não só cumprir horas de curso. Por isso, o gabarito é a letra E. Ela descreve exatamente essa parceria entre as preferências do colaborador e as estratégias da empresa, conciliando autonomia e resultados. É a definição mais fiel de trilhas de aprendizagem, que são planejadas e orientadas por competências, mas com flexibilidade de percurso. As demais alternativas escorregam em pontos clássicos: ou tratam a trilha como algo espontâneo demais, ou como imposição rígida, ou ainda confundem trilha de aprendizagem com simples e-learning. Em concursos, a banca costuma cobrar essa ideia central: trilha não é liberdade total nem trilho de trem. É um caminho com direção, mas com alguma margem de escolha.