Avalie se, em um ambiente de trabalho colaborativo, o cuidador de alunos com deficiência deve atuar juntamente com o docente e acompanhar as seguintes atividades: 1. Utilizar objetos concretos ao invés de conceitos abstratos. 2. Aplicar atividades em diferentes formatos, como impressos, desenhos e vídeos, por exemplo. 3. Completar a realização das tarefas, para evitar que o estudante se canse ou frustre com o baixo desempenho. 4. Mediar as atividades, possibilitando a autonomia e a independência possíveis. São exemplos corretos da parceria entre cuidador e professor, para que alunos com deficiência consigam maximizar seu rendimento:
- A)1 e 2, apenas.
Incorreta, porque os itens 1 e 2 são adequados, mas faltou o item 4, que também está correto ao priorizar a autonomia do aluno.
- B)3 e 4, apenas.
Incorreta, porque o item 3 está errado: o cuidador não deve fazer a tarefa pelo estudante, e o item 4 está correto.
- C)1, 2 e 4, apenas.
Correta, porque 1, 2 e 4 favorecem acessibilidade, mediação e autonomia, enquanto o item 3 contraria a função pedagógica do apoio.
- D)2, 3 e 4, apenas.
Incorreta, porque o item 3 é inadequado ao substituir a ação do aluno, ainda que os itens 2 e 4 estejam corretos.
- E)1, 2, 3 e 4.
Incorreta, porque o item 3 não representa uma prática adequada de apoio ao estudante com deficiência.
Gabarito: C
Em educação inclusiva, o cuidador não é um "faz-tudo" que resolve a vida do aluno no lugar dele. A parceria com o professor existe para dar apoio, acessibilidade e segurança, sem roubar a participação do estudante nem sua chance de aprender de verdade. Por isso, faz sentido trabalhar com objetos concretos, imagens, desenhos, vídeos e outras linguagens. Em muitos casos, especialmente na Educação Infantil, isso ajuda o aluno a compreender melhor o conteúdo e a participar das atividades de forma mais efetiva. O ponto mais importante é este: o apoio deve ampliar a autonomia, não substituir a ação do estudante. Então, o cuidador pode mediar, orientar, organizar o ambiente e oferecer suporte, mas não deve completar a tarefa por ele, porque isso enfraquece a aprendizagem e a independência. Esse raciocínio conversa com a lógica da educação inclusiva prevista na LDB (Lei nº 9.394/1996) e com a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, que valorizam o atendimento às necessidades específicas do aluno com foco em participação e autonomia. Assim, estão corretos os itens que favorecem acessibilidade e mediação pedagógica, e não o que substitui o estudante na execução.