“Atualmente, o número de estudantes com deficiências ou transtornos globais do desenvolvimento tem aumentado nas escolas e isso se deve às várias implementações de políticas públicas para que, de fato, ocorra a inclusão destes estudantes. Consequentemente, pode-se observar que o profissional cuidador vem ganhando nitidez no contexto escolar devido à Lei Brasileira de Inclusão, por meio da qual são garantidas a esses estudantes não somente matrícula e permanência no ambiente escolar, mas o suporte deste profissional”. OLEKSZECHEN, J. P. & FONTENELE BATISTA, J. As funções e atribuições do cuidador no ambiente escolar. In Cuidador de aluno no ambiente escolar. Porto Velho, 2021, p. 11 Sobre a postura do cuidador com as famílias e os professores titulares, é correto afirmar que cabe ao cuidador,
- A)assumir os processos educacionais do educando, quando este não estiver apto a realizá-los.
Errada: o cuidador não assume os processos educacionais, pois sua atuação é de apoio às necessidades de cuidado e participação do aluno.
- B)compreender as limitações e características do estudante que está sob seus cuidados.
Certa: cabe ao cuidador conhecer as limitações e características do estudante para oferecer suporte adequado e respeitoso.
- C)criar materiais pedagógicos para as exigências especiais do educando.
Errada: criar materiais pedagógicos é atribuição da equipe pedagógica e, quando for o caso, do professor do AEE, não do cuidador.
- D)substituir o professor titular, caso esse se ausente temporariamente.
Errada: o cuidador não substitui o professor titular, porque sua função não é docente nem de regência de classe.
- E)formular as atividades cognitivas para o professor de atendimento educacional especializado.
Errada: formular atividades cognitivas é tarefa pedagógica, ligada ao professor e ao AEE, e não ao cuidador.
Gabarito: B
Nesta questão, a banca cobra a postura do cuidador escolar no trabalho com o estudante, com a família e com o professor titular. O ponto central é simples: o cuidador existe para oferecer apoio nas atividades de vida diária, locomoção, higiene, alimentação e segurança, mas não para assumir a função pedagógica do professor. Ele atua em parceria com a equipe escolar, observando, acolhendo e ajudando a garantir a participação do aluno sem substituir ninguém na sala. Por isso, quando a questão fala em relacionamento com famílias e professores, a atitude correta do cuidador é conhecer bem as limitações, necessidades e características do estudante sob seus cuidados. Isso permite um apoio mais adequado, respeitoso e alinhado ao que a escola organiza para a inclusão. Em outras palavras, antes de agir, o cuidador precisa entender quem é o aluno, o que ele consegue fazer sozinho e em que momentos precisa de suporte. Esse entendimento combina com a lógica da inclusão prevista na Lei Brasileira de Inclusão, que assegura acesso, permanência, participação e apoio, mas sem confundir os papéis dos profissionais. A Lei nº 13.146/2015 reforça a eliminação de barreiras e a oferta de recursos e apoios, enquanto a responsabilidade pedagógica continua com o professor e com os profissionais da educação especial quando cabível. Então, o gabarito é B porque o cuidador deve compreender as limitações e características do estudante para prestar apoio adequado. As demais alternativas tentam empurrar para ele funções que são do professor ou da equipe pedagógica, e aí a banca gosta de fazer esse teatrinho de troca de papéis.