O uso da Internet na escola é exigência da cibercultura, isto é, do novo ambiente comunicacional-cultural que surge com a interconexão mundial de computadores em forte expansão no início do século XXI. Novo espaço de sociabilidade, de organização, de informação, de conhecimento e de educação. A educação do cidadão não pode estar alheia ao novo contexto socioeconômico-tecnológico, cuja característica geral não está mais na centralidade da produção fabril ou da mídia de massa, mas na informação digitalizada como nova infraestrutura básica, como novo modo de produção. SILVA, Marco "Internet na escola e inclusão", in Tecnologias na Escola, apud http://portal.mec.gov.br. A partir do texto, assinale a afirmativa que indica uma estratégia apta a incluir os alunos no ciberespaço e desenvolver a interatividade:
- A)transitar da mídia clássica para a mídia online, o que implica fixar, reproduzir e transmitir as mensagens;
Errada, porque apenas substitui a mídia clássica pela online sem alterar a lógica de transmissão unilateral.
- B)usar interfaces como chat, fórum e lista, para disponibilizar em formato digital o conteúdo escolar impresso;
Errada, porque digitalizar o conteúdo impresso mantém a estrutura tradicional, sem garantir interatividade real.
- C)comunicar-se na modalidade interativa, o que resulta na ligação unilateral emissor – mensagem – receptor;
Errada, porque descreve uma comunicação linear e unilateral, oposta ao ambiente interativo da internet.
- D)navegar na internet em sala para confirmar informações contidas no livro didático ou pesquisar dados adicionais;
Errada, porque usar a internet só para confirmar o livro ou buscar dados extras é uma aplicação restrita e pouco interativa.
- E)elaborar hipertextos, o que supõe o domínio de uma escrita não sequencial e a montagem de conexões em rede.
Certa, porque elaborar hipertextos envolve escrita não sequencial, conexões em rede e participação ativa do aluno no ciberespaço.
Gabarito: E
A questão trabalha a ideia de cibercultura: com a internet, a escola deixa de ser só um lugar de consumo de conteúdo e passa a ser um espaço de produção, interação e circulação de informações. Nesse cenário, o aluno não é apenas leitor passivo, mas alguém que pesquisa, conecta ideias, publica e participa. A palavra-chave aqui é interatividade. Não basta digitalizar o velho modelo e jogar na tela. Se você só transfere o texto impresso para o computador, continua fazendo praticamente a mesma aula, só que com roupa nova. A banca quer a estratégia que realmente aproveita o potencial da rede. Por isso, a alternativa correta é a que fala em elaborar hipertextos. O hipertexto permite escrita não sequencial, com links, conexões e trajetos múltiplos de leitura. Isso combina com o funcionamento da internet e favorece a participação do aluno como produtor de conhecimento, não apenas como receptor. Na prática pedagógica, isso dialoga com a ideia de aprendizagem ativa e colaborativa, muito valorizada em teorias contemporâneas da educação. Em vez de só consumir conteúdo, o estudante navega, relaciona, seleciona e constrói percursos próprios de compreensão. É exatamente esse salto que a questão cobra.