O professor da EJA deve redirecionar concepções e conceitos em sua organização pedagógica, considerando as especificidades desse segmento. Nesse contexto, o educador da EJA deve .................................................................. Assinale a alternativa CORRETA, que completa adequadamente a lacuna do trecho acima.
- A)intensificar o processo de competição entre os alunos, estimulando-os a avaliar os seus progressos.
Errada, porque a EJA não deve estimular competição entre alunos, e sim cooperação, diálogo e valorização das trajetórias individuais.
- B)conhecer e entender a realidade dos alunos, para transmitir de forma rígida os conteúdos.
Errada, porque conhecer a realidade dos alunos é importante, mas não para transmitir conteúdos de forma rígida; na EJA, o ensino precisa ser contextualizado e flexível.
- C)legitimar a sua autoridade junto aos educandos, através dos meios coercitivos e repressores.
Errada, porque a EJA não se sustenta em coerção ou repressão, e sim em respeito, diálogo e valorização da experiência do educando.
- D)empregar palavras e temas geradores retirados dos contextos em que se encontram os educadores.
Errada, porque a formulação está invertida e deslocada: na EJA, temas geradores devem partir do contexto dos educandos, e não dos educadores.
- E)propor um ensino que almeje resgatar a cidadania do indivíduo, bem como a sua autoestima.
Certa, porque a EJA deve promover uma educação significativa, capaz de fortalecer a cidadania e a autoestima do estudante adulto ou jovem.
Gabarito: E
Na EJA, o ponto de partida não é o conteúdo solto no quadro, mas a vida real do estudante. Esse público traz experiências, trabalho, família, interrupções na escolarização e saberes já construídos. Por isso, o professor precisa organizar a prática pedagógica de forma mais humana, significativa e ligada à realidade dos educandos. Esse cuidado tem base na LDB (Lei 9.394/1996), especialmente no art. 37, que determina que a educação de jovens e adultos deve ser oferecida com oportunidades apropriadas, considerando as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho. Em linha parecida, a prática inspirada em Paulo Freire valoriza o diálogo, a autonomia e o respeito ao saber prévio do educando. É exatamente por isso que o gabarito é a letra E. Na EJA, o ensino deve buscar resgatar a cidadania e fortalecer a autoestima, porque muitos alunos chegam marcados por exclusões escolares anteriores. Se a escola ignora isso, ela vira só uma repetidora de conteúdos; se considera isso, ela vira espaço de recomeço e pertencimento. As outras alternativas escorregam para uma visão autoritária, competitiva ou descolada da realidade do aluno. Na EJA, a lógica é outra: menos imposição, mais sentido; menos rigidez vazia, mais educação que faça diferença na vida.