Leia o texto a seguir. Cabe perguntar, neste momento, para que ou para quem servirá a educação sexual [...]. A educação sexual pode, por exemplo, limitar-se a transmitir unicamente informações de caráter biologicista, [...] pode também se restringir a uma abordagem meramente “preventiva”, [...] pode ainda ser o veículo apregoador de atitudes repressivas em relação ao sexo [...]. Mais importante, porém, é que a educação sexual seja discutida cientificamente nas escolas e que o professor seja o autor social responsável por legitimar esse conhecimento, de modo a estimular o respeito à diversidade de corpos. CHAUÍ, M. et al. Educação sexual: instrumento de democratização ou de mais repressão?. Cadernos de pesquisa, v. 36, p. 99-110, 1991. [Adaptado]. Como desenvolver um ensino de educação sexual abrangente e inclusivo, adequando-o às diversas etapas da educação básica?
- A)Abordar aspectos biológicos, sócio-históricos e culturais do tema.
Certa, porque propõe uma abordagem ampla da educação sexual, articulando dimensões biológicas, sociais, históricas e culturais.
- B)Selecionar conteúdos clássicos como Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), métodos contraceptivos e puberdade.
Errada, porque limita a educação sexual a conteúdos clássicos de prevenção e biologia, sem a necessária visão crítica e inclusiva.
- C)Enfatizar o ensino sobre ciclo menstrual, gametas e fecundação.
Errada, porque restringe o tema a tópicos da reprodução e da puberdade, deixando de lado aspectos sociais e culturais.
- D)Selecionar conteúdos clássicos como anatomia e fisiologia dos sistemas reprodutores e hormônios sexuais.
Errada, porque trata apenas da anatomia, fisiologia e hormônios, reduzindo a educação sexual a um enfoque biologicista.
Gabarito: A
A questão trata de educação sexual na escola como um tema que não pode ficar preso a uma visão estreita, só biológica ou só preventiva. Quando isso acontece, o conteúdo vira uma lista de cuidados e proibições, mas não ajuda o aluno a compreender o próprio corpo, as relações, os direitos e a diversidade humana. Educação sexual, no sentido pedagógico amplo, precisa dialogar com diferentes dimensões da vida: biológica, sim, mas também social, histórica, cultural e afetiva.