Os adolescentes são um grupo de risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares e a mídia é um fator contribuinte no comportamento alimentar disfuncional. Nesse sentido, como a influência da mídia impacta os adolescentes em relação à alimentação?
- A)A mídia, ao oferecer uma variedade de informações nutricionais, permite que os adolescentes façam escolhas alimentares informadas, independentemente da pressão social.
Errada, porque supõe que a simples oferta de informações nutricionais neutraliza a pressão social, o que não corresponde ao impacto real da mídia sobre adolescentes.
- B)A mídia promove ideais de beleza que, ao serem criticados, incentivam os adolescentes a se alimentarem de forma equilibrada, criando uma conscientização saudável sobre suas escolhas.
Errada, porque a crítica aos ideais de beleza não gera automaticamente equilíbrio alimentar; a questão destaca justamente a influência negativa dos padrões midiáticos.
- C)A presença de influenciadores digitais promove dietas da moda sem embasamento científico; tem um efeito mitigador sobre a saúde dos adolescentes e uma reflexão crítica sobre suas práticas alimentares.
Errada, porque embora mencione dietas da moda, afirma um efeito mitigador e reflexivo que não condiz com a relação prejudicial apontada no enunciado.
- D)A representação de padrões estéticos irrealistas na mídia pode gerar uma internalização de normas sociais que levam os adolescentes a adotarem comportamentos alimentares disfuncionais e prejudiciais.
Certa, porque mostra que padrões estéticos irrealistas podem ser internalizados e levar a comportamentos alimentares disfuncionais e prejudiciais.
Gabarito: D
A mídia influencia muito o jeito como os adolescentes enxergam o corpo, a comida e até o que seria um padrão de sucesso. Em uma fase em que a identidade ainda está sendo construída, imagens repetidas de corpos “perfeitos”, dietas milagrosas e estilos de vida idealizados podem pesar bastante na cabeça do jovem. E aí não é só estética: isso pode mexer com autoestima, ansiedade e escolhas alimentares. Quando a exposição a esses padrões vem acompanhada de comparação social, o adolescente pode começar a internalizar a ideia de que precisa emagrecer, “se encaixar” ou comer de forma restritiva para ser aceito. Esse processo favorece comportamentos alimentares disfuncionais, como culpa ao comer, exagero em dietas da moda, restrição alimentar e outras práticas prejudiciais. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela traduz exatamente esse mecanismo: a representação de padrões estéticos irrealistas na mídia pode ser incorporada pelo adolescente como norma social, influenciando o comportamento alimentar de forma negativa. Em termos pedagógicos e de saúde, isso dialoga com a necessidade de educação crítica para a mídia, para que o jovem aprenda a questionar o que vê, e não apenas consumir essas mensagens no automático. As demais alternativas tentam dar um tom mais “bonito” ao efeito da mídia, mas ignoram o impacto real da pressão estética e da comparação social. Aqui, a lógica é menos propaganda de salada e mais alerta para o peso simbólico que a mídia exerce sobre a subjetividade do adolescente.