De acordo com Libâneo (1994, p. 195), a avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem. A concepção de avaliação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) vai além da visão tradicional, que focaliza o controle externo do aluno mediante notas ou conceitos, para ser compreendida como parte integrante e intrínseca ao processo educacional. (PCN, 1997.) Acerca do exposto, sobre a avaliação contemplada nos PCNs, é INCORRETO afirmar que:
- A)Conjunto de ações que busca obter informações sobre o que foi aprendido e como; é um elemento de reflexão contínua para o professor sobre sua prática educativa.
Está correta, porque a avaliação deve levantar informações sobre o que foi aprendido e servir de reflexão contínua para o professor sobre sua prática.
- B)Elemento integrador entre a aprendizagem e o ensino; conjunto de ações cujo objetivo é o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para que o aluno aprenda da melhor forma.
Está correta, pois a avaliação integra ensino e aprendizagem e orienta a intervenção pedagógica para melhorar o processo.
- C)Instrumento que possibilita o meio de interpretação quantitativa, classificando os alunos de acordo com os níveis de aproveitamento previamente estabelecidos e do conhecimento construído pelo aluno.
Está errada, porque reduz a avaliação a uma classificação quantitativa por níveis de aproveitamento, o que contraria a perspectiva formativa dos PCNs.
- D)Instrumento que possibilita ao aluno tomar consciência de seus avanços, dificuldades e possibilidades; ação que ocorre durante todo o processo de ensino e aprendizagem, e não apenas em momentos específicos caracterizados como fechamento de grandes etapas de trabalho.
Está correta, já que a avaliação deve ajudar o aluno a perceber avanços e dificuldades ao longo de todo o processo, e não apenas ao final.
Gabarito: C
Nos PCNs, a avaliação não aparece como uma simples “prova final” para dar nota e fechar a conta. Ela é vista como parte do próprio processo de ensino e aprendizagem, servindo para acompanhar o aluno, orientar a ação do professor e ajudar a ajustar o caminho quando algo não vai bem. Em outras palavras, avaliar é observar, interpretar e intervir, e não apenas classificar. Essa visão combina bem com a ideia de avaliação formativa: ela ocorre ao longo de todo o percurso, ajuda o aluno a perceber avanços e dificuldades e também funciona como espelho da prática docente. Assim, a avaliação vira um instrumento de reflexão contínua, tanto para quem aprende quanto para quem ensina. É exatamente por isso que a banca costuma cobrar a diferença entre avaliação formativa e avaliação classificatória. A concepção dos PCNs afasta o foco exclusivo em notas, conceitos e rankings, porque isso reduz a avaliação a um controle externo do aluno. O documento defende uma avaliação integrada ao ensino, com finalidade pedagógica clara. Por isso, a alternativa C está incorreta: ela descreve uma interpretação quantitativa e classificatória, com alunos organizados por níveis previamente estabelecidos, o que é justamente a lógica tradicional que os PCNs superam. A ideia central dos PCNs é usar a avaliação para melhorar a aprendizagem, não para apenas rotular o estudante.