Diz-se ata do documento expositivo que abarca o registro das discussões e decisões tomadas pelos integrantes de uma instituição durante uma reunião, assembleia, congresso, conferência ou sessão. Sobre as características que norteiam sua produção, é correto afirmar que uma ata
- A)deve ter a função metalinguística da linguagem como predominante.
Errada, porque a função predominante da ata não é metalinguística, e sim referencial/denotativa, já que ela registra fatos e decisões.
- B)deve priorizar, quanto à linguagem utilizada, a conotação, em detrimento da denotação.
Errada, pois a linguagem da ata deve ser denotativa e objetiva, não conotativa nem subjetiva.
- C)pode, em caso de reconsideração, sofrer modificações e rasuras após o ato de sua redação.
Errada, porque a ata não deve sofrer rasuras ou modificações após redigida, justamente para preservar sua autenticidade.
- D)deve obrigatoriamente conter dados como local, data, horário e assinatura das pessoas presentes.
Certa, pois a ata normalmente deve indicar local, data, horário e a identificação/assinatura dos presentes, conferindo formalidade e validade ao registro.
Gabarito: D
A ata é o registro formal e fiel do que foi discutido e decidido em uma reunião, assembleia, congresso ou sessão. Por isso, ela exige linguagem objetiva, clara e denotativa, sem “enfeites” literários: a ideia é registrar fatos, não persuadir ninguém. Também não admite rasuras, emendas ou alterações depois de escrita, porque sua força está justamente na confiança do registro. Na prática administrativa e institucional, a ata costuma trazer informações básicas de identificação do encontro, como local, data, horário, participantes e, ao final, a assinatura dos presentes ou de quem presidiu e secretariou, conforme a rotina do órgão. Esses elementos ajudam a dar autenticidade ao documento e permitem verificar quando e onde a reunião ocorreu. É por isso que o gabarito é a letra D. Ela descreve uma característica esperada da ata: conter dados de identificação do ato e a assinatura das pessoas presentes, reforçando sua formalidade e validade. Em concursos, a banca costuma cobrar exatamente esse perfil documental: registro oficial, objetivo e sem “liberdade artística”. Como referência doutrinária de redação oficial e documentação, a ata é tratada como documento de registro permanente, com fidelidade ao acontecido e sem espaço para subjetividade. Em resumo: ata boa é ata enxuta, correta e difícil de “inventar moda”.