Pesquisas recentes em neurobiologia sugerem a presença de áreas no cérebro humano que correspondem, pelo menos de maneira aproximada, a determinados espaços de cognição. No entanto, a Teoria das Inteligências Múltiplas, proposta por Howard Gardner na década de 1980, já desafiava a concepção tradicional de inteligência como uma capacidade única e geral. Em vez disso, essa teoria sugere que existem várias formas de inteligência, diferentes maneiras de ser inteligente. Gardner identificou inicialmente sete tipos de inteligência e, posteriormente, adicionou um oitavo tipo. Cada uma dessas inteligências representa uma capacidade ou habilidade cognitiva distinta. Os tipos de inteligência catalogados possuem características que as particularizam uma em relação as outras e possuem características distintas como, por exemplo: “capacidade de representar ambientes em três dimensões; habilidades com expressões corporais; sensibilidade às emoções e motivações dos outros; habilidades relacionadas à capacidade de raciocinar de forma abstrata; e, habilidade de autorreflexão.” As características apresentadas, respectivamente, correspondem às inteligências classificadas por Gardner como:
- A)Espacial; naturalista; musical; interpessoal; linguística; e, intrapessoal.
Errada, porque mistura inteligências diferentes na ordem das características e troca habilidades espaciais, corporais e emocionais por categorias que não correspondem ao enunciado.
- B)Corporal-cinestésica; musical; linguística; matemática; e, interpessoal.
Errada, porque começa com corporal-cinestésica onde o enunciado fala de representação espacial e ainda substitui a autorreflexão por uma inteligência que não fecha a sequência.
- C)Corporal-cinestésica; espacial, intrapessoal, naturalista; e, interpessoal.
Errada, porque confunde a capacidade de representar ambientes em 3D com corporal-cinestésica e embaralha as demais associações cognitivas.
- D)Espacial; corporal-cinestésica; interpessoal; matemática; e, intrapessoal.
Certa, porque relaciona corretamente ambiente em 3D com espacial, expressão corporal com corporal-cinestésica, emoções dos outros com interpessoal, raciocínio abstrato com lógico-matemática e autorreflexão com intrapessoal.
Gabarito: D
Howard Gardner rompeu com a ideia de que inteligência é uma coisa só, medida por um único “termômetro mental”. Para ele, existem várias inteligências, cada uma ligada a uma forma diferente de resolver problemas ou criar produtos valorizados culturalmente. Entre as clássicas estão a espacial, a corporal-cinestésica, a interpessoal, a intrapessoal, a linguística e a lógico-matemática, além de outras acrescentadas depois, como a naturalista e a existencial. Na prática, a questão descreve habilidades bem específicas e pede que você associe cada uma à inteligência correspondente. “Representar ambientes em três dimensões” remete à inteligência espacial. “Habilidades com expressões corporais” apontam para a corporal-cinestésica. “Sensibilidade às emoções e motivações dos outros” é a interpessoal. “Raciocinar de forma abstrata” se liga à lógico-matemática. E “autorreflexão” é marca da intrapessoal. É exatamente isso que faz o gabarito ser a letra D: ele organiza as características na sequência correta das inteligências de Gardner. Não há pegadinha teórica muito profunda aqui, só a banca testando se você sabe associar cada habilidade ao seu nome certo, sem confundir com as demais. Como referência doutrinária, essa teoria aparece de forma recorrente em autores de Psicologia da Educação e em obras de pedagogia que tratam da aprendizagem diversificada. Em prova, o ponto central é lembrar que Gardner não defende uma inteligência única, mas perfis cognitivos múltiplos e relativamente independentes.