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Pedagogia · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Pedagogia

Os projetos podem ser considerados como uma prática educativa que teve reconhecimento em diferentes períodos do século XX. O termo “projeto” surgiu pela primeira vez na literatura educacional em 1904 em um artigo do educador C. Richards, que orientava futuros professores de trabalhos manuais e considerava útil que eles desenvolvessem projetos suscitados, por problemas e tarefas práticas. No entanto, foi através do pensamento de John Dewey (1859-1952) e outros representantes da chamada “pedagogia ativa”, que surgiram as primeiras referências ao trabalho com projetos como meio pedagógico. Para Barbosa (2008), o professor que decide trabalhar com projetos precisa ter a prática constante de refletir acerca de sua ação. Sua prática pedagógica será uma prática reflexiva e constantemente partilhada com os alunos. A cooperação é imprescindível durante todo processo de elaboração e de execução do projeto. São características de um projeto de trabalho, EXCETO:

Gabarito: D

O trabalho com projetos, na pedagogia ativa, parte da ideia de que o aluno aprende melhor quando enfrenta problemas reais, investiga, planeja e constrói respostas com sentido para sua vida. Em vez de uma aula em que tudo já vem pronto, o projeto pede participação, cooperação e reflexão constante. Por isso, ele não é só uma sequência bonita de atividades: precisa ter propósito, desafio e envolvimento verdadeiro dos estudantes. Na visão de Barbosa, o projeto exige do professor uma postura reflexiva e mediadora. Ou seja, ele acompanha, orienta, provoca perguntas e ajuda a organizar o percurso, mas não centraliza tudo como dono do roteiro. A construção é compartilhada com os alunos, porque a aprendizagem ganha força quando eles ajudam a definir caminhos, levantar hipóteses e tomar decisões. É exatamente aí que a letra D escorrega. Ela afirma que o professor é o responsável desde a escolha do tema até a finalização do projeto, como se o aluno fosse apenas espectador. Isso contraria a lógica do trabalho por projetos, que é intencional, sim, mas também colaborativa, investigativa e participativa. No projeto, o professor não desaparece, claro, mas também não monopoliza o processo. As demais alternativas trazem características clássicas do trabalho com projetos: autenticidade, fases de desenvolvimento e resolução de problemas. Portanto, a exceção é a alternativa D, porque desloca para o professor um protagonismo excessivo e enfraquece a participação ativa dos alunos.

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