O ensino religioso pode e deve resgatar os valores humanos e religiosos que vêm sendo esquecidos pela escola, pela família, pela sociedade e pelo ser humano. É possível afirmar que a tarefa do ensino religioso na escola é:
- A)Formar uma moral.
Errada, porque o ensino religioso não tem como tarefa formar uma moral única e imposta, mas promover reflexão e respeito à diversidade de valores.
- B)Controlar, influenciar e reprimir.
Errada, pois controlar, influenciar e reprimir contraria a finalidade pedagógica e a liberdade de consciência assegurada pela Constituição.
- C)Estabelecer regras de etiqueta e formalidade.
Errada, porque regras de etiqueta e formalidade não são o foco do ensino religioso, que trata de sentido, valores e convivência humana.
- D)Proporcionar a plena realização pessoal e social do ser humano.
Certa, porque o ensino religioso deve contribuir para a formação integral, favorecendo a plena realização pessoal e social do ser humano.
Gabarito: D
O ensino religioso, na escola pública, não existe para “mandar” na consciência de ninguém nem para virar aula de comportamento social superficial. Ele deve contribuir para a formação integral do estudante, respeitando a diversidade de crenças, o diálogo e a construção de valores humanos que façam sentido na vida em sociedade. Em outras palavras: não é catequese disfarçada, nem disciplina de etiqueta. A ideia central é que o ensino religioso colabore com o desenvolvimento pleno da pessoa, ajudando o aluno a refletir sobre sentido da vida, alteridade, respeito, solidariedade e convivência. Isso conversa com a Constituição Federal, que garante o ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental, com matrícula facultativa (art. 210, §1º), e com a LDB, que prevê respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil (art. 33). Por isso, o gabarito é a letra D. Entre as alternativas, ela é a única que traduz a finalidade educacional mais ampla e coerente com a função pedagógica do componente: favorecer a realização pessoal e social do ser humano, sem imposição de crenças e sem reduzir o ensino religioso a controle moral ou disciplinar. Na prática, a banca costuma cobrar exatamente essa visão: ensino religioso como espaço de formação humana, diálogo e respeito, não como ferramenta de doutrinação.