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Pedagogia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Pedagogia

Na história da supervisão no Brasil, no final da década de 80 do século anterior, iniciou um movimento aberto de repensar sobre educação. Alguns profissionais, insatisfeitos com a educação disseminada nas escolas brasileiras, passaram a refletir, discutir e buscar alternativas para uma nova proposta sobre a função social da escola, o papel do educador e os resultados que as práticas pedagógicas trazem para os educandos. De acordo com Medina (2002, p. 46), “o supervisor pedagógico abdica de exercer poder e controle sobre o trabalho do professor e assume uma posição de problematizador do desempenho docente”. Esta mudança de paradigma demanda outras atribuições, fazendo com que professores passem a buscar no supervisor uma ação renovada, apoio, formação e orientação, a fim de qualificar sua prática pedagógica. Sobre o exposto, é considerada uma ação renovada do supervisor pedagógico:

Gabarito: D

A questão trata da mudança de olhar sobre a supervisão pedagógica no Brasil a partir do fim dos anos 1980, quando o foco deixa de ser fiscalização e controle para virar apoio, mediação e formação. Em vez de um supervisor que dita regras e cobra resultado como se fosse um fiscal de prova, surge a figura do profissional que ajuda a equipe a pensar a prática, identificar problemas e construir soluções coletivas. Essa virada combina com a perspectiva crítica da educação, muito próxima das ideias de autores como Medina, que defendem a supervisão como espaço de reflexão sobre o trabalho docente. A escola passa a ser vista como lugar de contradições, conflitos e relações humanas reais, e não como máquina de produzir respostas prontas. Nesse cenário, o supervisor não esconde os problemas: ele os torna visíveis para que possam ser enfrentados. Por isso, a alternativa D está correta. Explicitar as contradições e trabalhar o conflito ajuda a melhorar as relações de trabalho no grupo escolar, fortalece a colaboração e dá sentido formativo à supervisão. Ou seja, o supervisor deixa de ser controlador e passa a ser um articulador do processo pedagógico. As demais alternativas têm cara de abordagem tecnicista ou gerencial, que é justamente o que esse novo paradigma procura superar. A lógica agora é menos de comando e mais de construção conjunta, com foco na qualidade da prática pedagógica e no desenvolvimento profissional dos professores.

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