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Pedagogia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Pedagogia

Ao falar da educação inclusiva, é crucial resgatar o histórico de lutas, conquistas e estudos que consolidaram essa estratégia pedagógica como um modelo de avanço educacional. Ao longo da década de 90, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e movimentos sociais em defesa dos direitos das pessoas com deficiência se mobilizaram em torno deste tema, resultando na publicação de importantes documentos. Desde a Declaração de Salamanca (1994) até a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006 e incorporada à Constituição Federal, na forma da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), Lei nº 13.143 em 2015, um amplo cobertor legal se formou para amparar o combate à segregação e ao capacitismo. (Disponível em: https://todospelaeducacao.org.br/noticias/documentoeducacao-inclusiva/?gclid=CjwKCAiAoL6eBhA3EiwAXDom5le18BYh VOvLCl6LJm_8nOV3ZykUNyFlZiH3G_ijvfNXrmhcEAMA2hoCqEAQAvD_B wE. Adaptado.) Considerando o exposto e, ainda, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), no combate à segregação e ao capacitismo, assinale a afirmativa INCORRETA.

Gabarito: C

A educação inclusiva parte da ideia de que a escola deve se adaptar ao estudante, e não o contrário. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) reforça isso ao garantir acessibilidade, participação, aprendizagem e eliminação de barreiras, sempre com respeito às diferenças e ao combate ao capacitismo. Na prática, isso significa oferecer o mesmo direito de aprender, com currículo comum e os apoios necessários, como flexibilização de estratégias, recursos de acessibilidade e atendimento adequado. Não se trata de separar, isolar ou reduzir expectativas sobre o aluno com deficiência. A alternativa C está incorreta porque traz uma lógica oposta à inclusão: ela sugere que o aluno é quem deve se adaptar ao modelo já pronto da escola, além de defender uma visão de baixas expectativas para todos. Isso contraria o princípio da inclusão escolar, que pressupõe acolhimento das diferenças, participação plena e altas expectativas para todos os estudantes. As demais alternativas caminham dentro da perspectiva inclusiva: convivência, participação, eliminação de barreiras e reconhecimento da deficiência como resultado da interação entre impedimentos e barreiras do ambiente, ideia muito alinhada ao modelo social da deficiência.

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