Para Hoffmann (2012), a avaliação na educação infantil é, pois, “um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo tempo e em vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, a melhoria do objeto avaliado”. (Hoffmann, 2012, p. 13.) Sobre a avaliação na educação infantil, as instituições devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e do desenvolvimento das crianças, garantindo, EXCETO:
- A)A utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.).
Certa, porque a avaliação na educação infantil pode usar múltiplos registros, como relatórios, fotos, desenhos e álbuns, para acompanhar o desenvolvimento.
- B)A observação crítica das atividades, brincadeiras e interações das crianças no cotidiano com o objetivo de seleção, promoção ou classificação.
Errada, porque avaliação na educação infantil não deve ter finalidade de seleção, promoção ou classificação, mas sim de acompanhamento e melhoria.
- C)A documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem.
Certa, porque a documentação pedagógica deve permitir que as famílias conheçam o trabalho da instituição e os processos de aprendizagem e desenvolvimento.
- D)A continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança, ou seja, a transição casa/instituição; transições no interior da instituição; transição creche/pré-escola; e, transição pré-escola/ensino fundamental.
Certa, porque a avaliação também deve apoiar a continuidade das aprendizagens nas transições vividas pela criança, como casa-instituição e creche-pré-escola.
Gabarito: B
Na educação infantil, a avaliação não serve para rotular a criança, nem para transformá-la em um ranking de desempenho. O foco é acompanhar o desenvolvimento e as aprendizagens de forma contínua, com observação, registros e reflexão pedagógica, sempre para melhorar o trabalho da escola e respeitar o tempo da criança. Isso está em sintonia com a LDB (art. 31), que determina avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento, sem objetivo de promoção, e com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, que valorizam procedimentos de acompanhamento do trabalho pedagógico e do desenvolvimento das crianças. Por isso, a alternativa B está errada: ela traz uma lógica de seleção, promoção ou classificação, que é exatamente o que a avaliação na educação infantil não deve fazer. Em vez de competir, comparar e separar, a avaliação nessa etapa deve observar brincadeiras, interações, produções e avanços, sempre com olhar formativo. As demais alternativas apontam caminhos corretos: múltiplos registros, documentação para as famílias e estratégias de transição entre etapas e contextos. Em resumo, na educação infantil a avaliação tem cara de acompanhamento, e não de prova final com medalha ou carimbo.