A utilização de materiais diversos, como revistas, livros e jornais, estimula a aquisição e o desenvolvimento da linguagem da criança, bem como contribui para a criação do ambiente alfabetizador que engloba a compreensão das funções da leitura e escrita porque
- A)ensina sobre a importância de reaproveitar materiais.
Errada, porque reaproveitamento de materiais pode até ser um detalhe interessante, mas não explica a formação do ambiente alfabetizador nem o desenvolvimento da linguagem.
- B)livros, revistas e jornais tornam a escola mais atrativa.
Errada, pois tornar a escola mais atrativa é um efeito secundário possível, mas não o motivo pedagógico central ligado à linguagem e às funções sociais da escrita.
- C)representa significativos espaços de vivência cotidiana.
Certa, porque revistas, livros e jornais trazem práticas reais do cotidiano para a escola e ajudam a criança a compreender para que servem leitura e escrita.
- D)é opção de investimento financeiro de custo bem baixo.
Errada, porque o baixo custo não justifica o valor pedagógico da proposta; a questão trata de linguagem e vivência social, não de economia financeira.
Gabarito: C
Na Educação Infantil, o contato com materiais impressos faz muita diferença porque a criança aprende lendo o mundo antes mesmo de dominar a leitura convencional. Revistas, livros, jornais, embalagens e outros textos circulam no dia a dia e ajudam a criança a perceber que a escrita serve para comunicar, informar, divertir e organizar a vida. É aí que nasce o chamado ambiente alfabetizador: um espaço rico em textos reais, com sentido social de verdade. Quando a escola oferece esses materiais, ela não está só decorando a sala. Ela cria situações concretas de uso da linguagem, em que a criança folheia, observa imagens, compara formatos, inventa leituras e pergunta para que serve cada texto. Isso fortalece a compreensão das funções sociais da leitura e da escrita, ideia muito presente nas abordagens de letramento. No Brasil, essa visão conversa com a LDB e com a BNCC, que valorizam experiências de linguagem, exploração de diferentes suportes e interação com práticas sociais reais. Por isso, o gabarito é a letra C. Esses materiais representam espaços significativos de vivência cotidiana, porque fazem parte da vida social da criança e aproximam a escola do mundo real. Em vez de tratar leitura e escrita como algo solto no ar, a proposta é colocá-las em contexto, com uso concreto e cheio de sentido. Em resumo: quanto mais a criança vê textos circulando para funções reais, mais ela entende que ler e escrever não são só exercícios de caderno. São práticas vivas, com propósito, e isso é o coração de um ambiente alfabetizador.