Infelizmente, muitas pessoas pensam que bullying é uma grande bobagem, que tudo é uma grande brincadeira e se apresenta como situações comuns da idade, servindo até mesmo para reforçar a personalidade, ignorando o sofrimento das vítimas. Assim, o que poderia ser apenas uma brincadeira de mau gosto pode trazer consequências sérias na vida das crianças e adolescentes. Provavelmente, quando se tornarem adultos, reproduzirão esta violência, agredindo física e verbalmente seus cônjuges e filhos, maltratando as pessoas com palavras duras, sendo grosseiros com os colegas no ambiente de trabalho. É importante saber e reconhecer que existem diferentes tipos de bullying, que pode assumir várias formas. Dentre elas, o bullying relacional
- A)é caracterizado por agressões físicas diretas, como socos e empurrões.
Errada, porque agressões físicas diretas caracterizam bullying físico, não relacional.
- B)envolve o uso de palavras avançadas e ameaças para intimidar os colegas.
Errada, porque ameaças e insultos se relacionam ao bullying verbal, e não ao relacional.
- C)é uma forma de bullying que ocorre, exclusivamente, na Internet e nas redes sociais.
Errada, porque a forma exclusiva na internet corresponde ao cyberbullying, não ao bullying relacional.
- D)consiste em excluir, isolar ou espalhar boatos relacionados sobre alguém, com o objetivo de prejudicar sua confiança e amizades.
Certa, porque o bullying relacional consiste em excluir, isolar ou espalhar boatos para prejudicar a imagem e as amizades da vítima.
Gabarito: D
Bullying não é brincadeira inocente nem “coisa de criança”. Ele envolve agressões intencionais e repetidas, com desequilíbrio de poder, causando sofrimento físico, emocional ou social à vítima. No ambiente escolar, isso pode aparecer de várias formas: física, verbal, psicológica, virtual e relacional. A doutrina da educação e a legislação de proteção à criança e ao adolescente tratam o tema como uma violência séria, ligada ao direito à dignidade, ao respeito e à convivência saudável, como reforça o ECA e a Lei 13.185/2015, que instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática. O bullying relacional é aquele que ataca os vínculos sociais da vítima. Em vez de soco ou xingamento direto, a estratégia é afastar, humilhar socialmente e destruir reputações, deixando a pessoa isolada e sem apoio do grupo. É uma forma mais silenciosa, mas muito cruel, porque mexe justamente com a necessidade de pertencimento, tão importante na infância e na adolescência. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela descreve exatamente esse tipo de violência: excluir, isolar ou espalhar boatos para prejudicar a confiança e as amizades da vítima. Ou seja, o foco não é o corpo nem a internet, mas a relação social da criança ou do adolescente com o grupo. Em provas, a banca costuma misturar os tipos de bullying para ver se você identifica o conceito correto sem cair no rótulo genérico de “brincadeira”. Se apareceu exclusão social, fofoca maldosa e rompimento de vínculos, pense em bullying relacional.