A avaliação pode assumir muitas formas e pode-se dizer que quanto maior o número de instrumentos, mais justa será para o aluno, sendo que sua arte envolve diversos tipos de atividades. O que não se pode perder de vista é que a coisa mais importante para os alunos é avaliar o trabalho deles. Em última análise, a avaliação que fazemos é que determina seus diplomas, sua carreira. Na última década, muitos profissionais da educação foram sobrecarregados em relação à avaliação à medida que trabalhamos com números cada vez maiores de alunos, que são ainda mais diferentes entre si, inclusive na educação a distância. São consideradas características prevalentes no processo de avaliação na educação a distância, EXCETO:
- A)Ênfase em tecnologias que estimulem a ambientação e o apoio socioafetivo.
Correta, porque a EAD valoriza recursos que favorecem ambientação, acolhimento e apoio socioafetivo ao estudante.
- B)Adoção e consequente valoração de uma navegação por hipertexto dentro do contexto da internet.
Correta, pois o uso de hipertexto e a navegação em rede são características bem próprias do ambiente online.
- C)Previsão de contínuo e permanente apoio ao estudante, com frequentes feedbacks, no contexto formativo da avaliação.
Correta, já que o acompanhamento contínuo com feedbacks frequentes é marca forte da avaliação formativa na EAD.
- D)A avaliação precisa ser processada com vários instrumentos orientados por objetivos e metas, com ênfase na função somativa.
Errada, porque a EAD privilegia uma avaliação mais formativa e processual, não uma ênfase predominante na função somativa.
- E)A autoavaliação, a coavaliação e a heteroavaliação se complementam para o desenvolvimento da avaliação da aprendizagem.
Correta, porque autoavaliação, coavaliação e heteroavaliação se complementam no acompanhamento da aprendizagem.
Gabarito: D
Na educação a distância, a avaliação não costuma ficar presa a uma única prova no fim do percurso. Ela tende a ser mais processual, combinando instrumentos diferentes para acompanhar a aprendizagem, dar retorno rápido ao estudante e ajustar a mediação pedagógica. Em EAD, o suporte ao aluno também pesa muito: tecnologia sozinha não sustenta aprendizagem se não houver orientação, interação e feedback frequente. Por isso, aparecem com força elementos como ambiente virtual amigável, apoio socioafetivo, uso de hipertexto e navegação não linear, além de autoavaliação, coavaliação e heteroavaliação. A lógica é formar e acompanhar, e não só classificar. A avaliação formativa ganha destaque porque ajuda o aluno a perceber o que já domina e o que ainda precisa melhorar. O item errado é o que afirma ênfase na função somativa. Em EAD, isso até existe, mas não é a característica prevalente que melhor define o processo avaliativo. A avaliação pode ter momento somativo, claro, mas a marca mais forte é a combinação de instrumentos com acompanhamento contínuo, feedback e foco no progresso do estudante. Em outras palavras: na EAD, avaliação não é só carimbo final de aprovação. É quase um mapa de navegação, com várias paradas para ajustar a rota. É exatamente por isso que a alternativa D destoa do padrão esperado.