Para Navarro (2009), a instituição de educação infantil, é o meio em que a criança passa maior parte de seu tempo. Assim, a instituição deve entender e compreender as necessidades que as crianças possuem, respeitando os seus direitos e não podendo deixar de incluir o brincar em seu currículo e planejamento. Sobre a brincadeira na educação infantil, NÃO está correto o que se afirma em:
- A)Desenvolve o uso das linguagens, da capacidade social, dos recursos afetivos e emocionais que dispõem.
Está correta, porque brincar favorece o uso da linguagem, a socialização e a expressão afetiva e emocional.
- B)Favorece a autoestima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa.
Está correta, pois a brincadeira contribui para a autoestima e para o desenvolvimento criativo e progressivo da criança.
- C)Permite que o professor avalie a situação social da criança, pois os comportamentos que expressam enquanto brincam dizem muito sobre os seus sentimentos, pensamentos e situação em que está inserida.
Está correta, já que o brincar permite observar sentimentos, relações sociais e aspectos do cotidiano da criança.
- D)Proíbe a utilização de regras em jogos mesmo que organizados em situações para que ocorram de maneira diversificada para propiciar às crianças a possibilidade de escolherem temas, papéis, objetos e companheiros com quem brincar.
Está errada, porque jogos e brincadeiras podem ter regras adequadas e organizadas, sem impedir a liberdade de escolha e a diversidade da experiência.
Gabarito: D
Na educação infantil, brincar não é “intervalo” da aprendizagem: é parte do currículo, do desenvolvimento e da própria rotina pedagógica. É no brincar que a criança experimenta papéis, regras, emoções, linguagem, convivência e resolução de conflitos, tudo de forma bem concreta e viva. Por isso, a instituição precisa planejar situações de brincadeira com intencionalidade, respeitando os direitos da criança e garantindo espaço para escolhas, interação e imaginação. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reforça essa ideia ao tratar a criança como sujeito de direitos e ao indicar interações e brincadeiras como eixos estruturantes da educação infantil. Então, quando a questão fala de desenvolver linguagem, ampliar aspectos sociais e favorecer autoestima, ela está na linha correta do que se espera da brincadeira na escola. A pegadinha aparece quando a alternativa afirma que a brincadeira “proíbe a utilização de regras” nos jogos. Na verdade, jogos podem e devem ter regras, desde que sejam adequadas à idade e usadas de forma flexível, diversificada e pedagógica. Regras não “matam” a brincadeira: elas organizam a experiência, ajudam na socialização e permitem que a criança aprenda a combinar, esperar, negociar e respeitar combinados. Assim, o erro está em transformar o brincar em algo sem organização e sem regras, como se liberdade fosse sinônimo de bagunça. Em educação infantil, liberdade e estrutura caminham juntas. O planejamento pedagógico precisa justamente equilibrar esses dois lados.