Paraná é exemplo de desenvolvimento de professores em publicação de Harvard e UNESCO: O programa Formadores em Ação, da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEED-PR), é citado como exemplo de desenvolvimento de professores no livro “Learning to build back better futures for education: Lessons from educational innovation during the Covid-19 pandemic” (em tradução livre, “Aprendendo a reconstruir futuros melhores para a educação: Lições de inovação educacional durante a pandemia de Covid-19”). A publicação, lançada em novembro de 2021, foi editada por Fernando M. Reimers, da Universidade de Harvard, e Renato Opertti, do BIE (Bureau Internacional de Educação) da UNESCO. Iniciado em julho de 2020, o programa Formadores em Ação é uma proposta de formação em que professores da rede estadual lideram grupos de estudo voltados a professores da mesma disciplina ou área do conhecimento (Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/ noticias/article.php?storyid=2961&tit=Parana-e-exemplo-dedesenvolvimento-de-professores-em-publicacao-de-Harvard-e-UNESCO. Adaptado.) Acerca das informações, observa-se que a Secretaria de Estado de Educação e do Esporte do Paraná garante aos professores da sua rede uma boa formação das competências digitais de professores e, considerando que o papel do professor é recuperar a origem e a memória do saber, de estabelecer uma certa ordem e direcionamento para as práticas, os conhecimentos, as vivências e os posicionamentos apreendidos nos mais variados ambientes e equipamentos: dos livros aos computadores, redes e ambientes virtuais, assinale a afirmativa INCORRETA sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).
- A)Devem ser percebidas, exclusivamente, como uma ferramenta de auxílio complementar ou um aparato marginal.
Errada, porque as TICs não devem ser vistas apenas como apoio marginal, já que têm papel pedagógico central na aprendizagem contemporânea.
- B)Oferecem aos alunos a construção de seus saberes diante da comunicabilidade e interligações com o mundo de diversidade.
Certa, pois as TICs ampliam a comunicabilidade e favorecem a construção de saberes em contato com diferentes contextos e informações.
- C)Sua utilização nas escolas requer novas formas de comunicação, de ensinar e aprender, além das habilidades de digitação ou em concepções simples de como funciona o computador.
Certa, porque o uso escolar das TICs exige novas metodologias e competências docentes, não só domínio técnico básico.
- D)Trazem um melhor desenvolvimento cognitivo, despertam no aluno a curiosidade, constituindo a capacidade de gerar e criar novas ideias, tornando possível uma transformação no modo de aprender.
Certa, pois as TICs podem estimular curiosidade, criatividade e desenvolvimento cognitivo, transformando o modo de aprender.
Gabarito: A
As TICs na educação não são um enfeite tecnológico nem um simples “plus” para a aula. Elas fazem parte do modo como a escola organiza a aprendizagem hoje, ampliando comunicação, colaboração, acesso à informação e produção de conhecimento. Em outras palavras: não basta saber apertar botões, é preciso usar a tecnologia com intencionalidade pedagógica. Quando a escola integra as TICs de forma consistente, o aluno deixa de ser só receptor e passa a interagir, pesquisar, criar, comparar fontes e construir saberes em ambientes diversos. Isso exige novas práticas de ensino, novas formas de comunicação e novas habilidades docentes, muito além da digitação ou do uso básico do computador. Por isso, a alternativa A está incorreta. Ela reduz as TICs a uma função “exclusivamente” complementar ou marginal, como se fossem um apêndice da aula. Essa visão contraria a abordagem contemporânea da educação digital, que entende as tecnologias como mediadoras do processo de ensinar e aprender, e não como mero acessório. As alternativas B, C e D apresentam ideias alinhadas com essa perspectiva: interação com o mundo, novas formas de ensinar e aprender, desenvolvimento cognitivo e criatividade. Em concursos, quando aparecer TIC, desconfie de qualquer frase que tente diminuir a tecnologia a algo secundário demais. A escola até continua sendo escola, mas sem ignorar que o mundo já está cheio de telas, redes e ambientes virtuais.