De acordo com Oliveira (2007 p. 15.), a educação de crianças pequenas vem ganhando importante dimensão na sociedade atual. Essa, cada vez mais, considera as crianças como seres “curiosos e ativos, com direitos e necessidades”. Dessa forma, o Monitor de Educação Infantil deve estar em permanente estado de observação e cuidado para que não transforme as ações em rotinas mecanizadas, guiadas por regras. Consciência é a ferramenta de sua prática que, embasada teoricamente, inova tanto a ação quanto a própria teoria. Considerando as faixas de idade das crianças citadas a seguir, relacione adequadamente às suas necessidades diante de cada fase. (Um número poderá se repetir mais de uma vez.) 1. De 0 a 1 ano. 2. De 1 e 3 anos. 3. De 3 e 6 anos. ( ) Início da aprendizagem e controle do seu próprio comportamento. ( ) Oportunidade para desenvolver habilidade motora fina. ( ) Apoio na aquisição de novas habilidades motoras, de linguagem e pensamento. ( ) Encorajamento para exercitar a linguagem, através da fala, da leitura e do canto. ( ) Desenvolvimento de oportunidades para aprender a cooperar, ajudar e compartilhar. ( ) Oportunidade para explorar com estimulação adequada o início do desenvolvimento da linguagem (olhar, tocar, escutar, cheirar, provar). A sequência está correta em
- A)2, 3, 2, 3, 3, 1.
Correta: a sequência relaciona adequadamente cada necessidade à faixa etária, com 1 a 3 anos, 3 a 6 anos, 1 a 3 anos, 3 a 6 anos, 3 a 6 anos e 0 a 1 ano.
- B)1, 3, 2, 2, 3, 2.
Incorreta: troca várias faixas etárias, principalmente ao atribuir necessidades sensoriais e de linguagem inicial a idades mais avançadas ou inadequadas.
- C)3, 1, 2, 1, 3, 1.
Incorreta: embaralha de forma incompatível as etapas do desenvolvimento infantil, invertendo necessidades próprias de 0 a 1 ano e de 3 a 6 anos.
- D)2, 3, 2, 1, 3, 2.
Incorreta: mistura as fases de desenvolvimento, especialmente ao deslocar estímulos de linguagem e socialização para idades que não correspondem.
Gabarito: A
A ideia central aqui é perceber que cada faixa etária da Educação Infantil tem necessidades bem diferentes, e o cuidado do monitor não pode ser no piloto automático. Entre 0 e 1 ano, a criança aprende principalmente pelo corpo e pelos sentidos: olhar, tocar, ouvir, cheirar e provar são caminhos fundamentais para conhecer o mundo. Já entre 1 e 3 anos, entram forte o desenvolvimento da linguagem, da motricidade e do início do controle do comportamento. Dos 3 aos 6 anos, a criança ganha mais autonomia para interagir, cooperar, compartilhar e ampliar aprendizagens mais organizadas. Por isso, o gabarito A faz sentido: "início da aprendizagem e controle do seu próprio comportamento" aponta para 1 a 3 anos, porque é nessa fase que a criança começa a ajustar regras simples e a organizar melhor suas ações. "Oportunidade para desenvolver habilidade motora fina" e "apoio na aquisição de novas habilidades motoras, de linguagem e pensamento" também se encaixam em 3 a 6 anos e 1 a 3 anos, respectivamente, já que o progresso motor e cognitivo acontece de forma mais evidente nesse período intermediário e na pré-escola. As propostas de "encorajamento para exercitar a linguagem, através da fala, da leitura e do canto" e de "desenvolvimento de oportunidades para aprender a cooperar, ajudar e compartilhar" combinam com 3 a 6 anos, quando a socialização e a linguagem ganham mais força. Já a exploração com estimulação adequada do início do desenvolvimento da linguagem, por meio dos sentidos, é típica de 0 a 1 ano. Em termos pedagógicos, isso conversa com a visão de criança ativa e curiosa, defendida por Oliveira e também pelas DCNEI, que reforçam o direito de brincar, interagir, explorar e se desenvolver integralmente.