“As diferentes formas de avaliar são decorrentes das concepções que sustentam as práticas de qualquer professor; nesse sentido, avaliar torna-se um ato subjetivo exteriorizado de forma a julgar uma ação. São inúmeras as exigências das secretarias de educação no sentido de que os docentes redirecionem suas práticas avaliativas, incentivando momentos de estudos na própria escola, bem como provendo formação continuada. Desse modo, espera-se que as teorias de diferentes estudiosos que tratam sobre a temática sejam discutidas e colocadas em prática pelos docentes. Verifica-se, ainda, a importância do uso correto da avaliação, como denomina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/1996, em seu Art. 24. V ‘a verificação do rendimento escolar observará o seguinte critério: a) a avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais’. Infere-se que a modalidade da avaliação que auxilia o professor e, principalmente, o aluno a conhecer suas possibilidades de crescimento, valorizando seu desempenho, deixando de lado a ideia de classificar os alunos.” Trata-se da avaliação:
- A)Somativa.
Errada, porque a avaliação somativa tem finalidade de síntese e classificação ao final do processo, não de acompanhamento contínuo do crescimento do aluno.
- B)Formativa.
Certa, pois a avaliação formativa acompanha a aprendizagem, identifica avanços e dificuldades e orienta intervenções pedagógicas sem priorizar a classificação.
- C)Diagnóstica.
Errada, porque a avaliação diagnóstica serve para levantar conhecimentos prévios e necessidades iniciais, geralmente no começo do processo.
- D)Comparativa.
Errada, porque a avaliação comparativa busca confrontar desempenhos, e não valorizar a evolução individual do aluno ao longo do tempo.
Gabarito: B
A questão descreve uma avaliação que acompanha o processo, ajuda o aluno a perceber avanços e dificuldades e orienta o professor a ajustar a prática. Isso é a cara da avaliação formativa: ela não serve para “carimbar” o estudante no fim, mas para acompanhar, corrigir rota e favorecer a aprendizagem ao longo do caminho. Na avaliação formativa, o foco está no desenvolvimento do aluno durante o percurso. Por isso, ela combina bem com a ideia da LDB, art. 24, V, que fala em avaliação contínua e cumulativa, com prevalência dos aspectos qualitativos e dos resultados ao longo do período. Repare: a lei afasta a lógica de uma prova final isolada como única medida de valor do estudante. Já a avaliação somativa costuma fechar o processo, classificando e registrando resultados ao final de um período. A diagnóstica ocorre no início, para mapear conhecimentos prévios. A comparativa, por sua vez, põe alunos ou resultados lado a lado, o que não combina com a intenção de valorizar o progresso individual. Então, quando o enunciado fala em conhecer possibilidades de crescimento, valorizar o desempenho e deixar de lado a classificação, ele está apontando diretamente para a avaliação formativa. É aquela avaliação que não pergunta só “quanto tirou?”, mas também “o que já avançou e o que ainda precisa melhorar?”.