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Pedagogia · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Pedagogia

Embora não tenham recebido este nome a princípio, as metodologias ativas têm suas primeiras faíscas a partir da criação de modelos de educação que contestam os papéis tradicionais de professores e alunos. No Brasil, quem mais defendeu essa base de ensino afirmou que a superação de desafios e a construção de novos conhecimentos a partir de experiências prévias são essenciais para promover o aprendizado; para isso, criou um método de alfabetização que deveria ser “ativo, dialogal, crítico e criticizador”. Dividido em cinco etapas, esse método levava em consideração o universo vocabular do grupo com quem o professor trabalharia; elencava palavras desse universo; criava situações existenciais comuns àquele grupo e, só então, iniciava o processo de ensino-aprendizagem. Considerando as informações supracitadas, infere-se que se trata dos estudos desenvolvidos por:

Gabarito: A

A questão aponta para um nome que é praticamente sinônimo de educação crítica e participativa no Brasil: Paulo Freire. Ele defendia que ensinar não é “depositar” conteúdo na cabeça do aluno, mas construir conhecimento a partir do diálogo, da realidade concreta e da experiência prévia de quem aprende. Isso combina diretamente com a ideia de metodologias ativas, em que o aluno deixa de ser espectador e passa a participar de verdade do processo. O enunciado descreve exatamente a proposta de alfabetização freireana: um método ativo, dialogal, crítico e criticizador, organizado em etapas que partem do universo vocabular do grupo, selecionam palavras geradoras e criam situações existenciais do cotidiano do aluno. Ou seja, primeiro vem o mundo do estudante, depois o conteúdo. Não é magia, é pedagogia com pé no chão. Paulo Freire desenvolveu essa perspectiva especialmente em experiências de alfabetização de jovens e adultos, sempre valorizando a conscientização e a leitura do mundo antes da leitura da palavra. A lógica é simples: ninguém aprende melhor quando o conteúdo chega “de cima para baixo”, sem relação com a vida real. Por isso, o gabarito é a letra A. As demais autoras e o outro autor citados são importantes na educação, mas não correspondem a esse método de alfabetização dialogal e problematizador.

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