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Pedagogia · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Pedagogia

Os currículos e as propostas político-pedagógicas das escolas têm merecido cada vez mais atenção por parte de todos aqueles que atuam por uma educação antirracista e que valorizem efetivamente a diversidade na sociedade e na escola. “De acordo com os dados trazidos pelo ‘Relatório reprovação, distorção idade-série e abandono escolar’, do Fundo das Nações Unidas para a Infância UNICEF, metade dos mais de 910 mil estudantes que deixaram as escolas municipais e estaduais de todo o país, em 2018, eram pretos e pardos (453 mil). Além disso, as populações preta, parda e indígena têm entre 9% e 13% de estudantes reprovados, enquanto entre brancos tal percentual é de 6,5%.” (Disponível em: https://www.cenpec.org.br/noticias/o-racismo-estrutural-na-escola-e-a-importancia-de-uma-educacao-antirracista. Adaptado.) Do ponto de vista de uma educação e um currículo para a igualdade racial, é possível depreender que:

Gabarito: D

Quando se fala em educação para a igualdade racial, o currículo não pode ser um livro fechado nem uma vitrine só de uma cultura. Ele precisa reconhecer a diversidade real da sociedade brasileira e enfrentar o racismo estrutural presente na escola, inclusive nos conteúdos, nas práticas e nas expectativas sobre os estudantes. Isso conversa com a LDB, especialmente após as alterações da Lei 10.639/2003 e da Lei 11.645/2008, que reforçam o ensino da ইতিহাস afro-brasileira, africana e indígena no currículo. A lógica de uma proposta antirracista é justamente romper com a visão única, eurocêntrica e excludente. Em vez de apagar diferenças, o currículo deve valorizá-las e criar condições para que todos se reconheçam nele. Isso inclui diálogo com a comunidade, com os saberes dos territórios e com as experiências concretas dos estudantes. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela defende um currículo vivo, construído com a comunidade e aberto a diferentes perspectivas de leitura da realidade. Essa é a ideia mais coerente com uma educação comprometida com igualdade racial e com a função social da escola: ensinar, sim, mas sem reproduzir silêncios e desigualdades. Em resumo: currículo antirracista não é enfeite nem discurso bonito de ocasião. É prática pedagógica, seleção crítica de conhecimentos e compromisso com a inclusão de todas as histórias que ajudaram a formar o Brasil.

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