A ação avaliativa mediadora se desenvolve em benefício do aluno e se dá, fundamentalmente, pela proximidade entre quem educa e quem é educado. (Hoffmann, 2009.) Sobre a avaliação mediadora, é possível inferir que:
- A)Ocorre a serviço da classificação, da seleção e da seriação.
Errada, porque avaliação mediadora não está a serviço da classificação, da seleção e da seriação, e sim do acompanhamento da aprendizagem.
- B)Privilegia a classificação, a homogeneidade e a competição.
Errada, porque a proposta mediadora rejeita a lógica de homogeneização e competição entre estudantes.
- C)É uma atitude de reprodução, de alienação e de cumprimento das normas.
Errada, porque avaliação mediadora não é reprodução passiva nem mera obediência às normas; ela pressupõe reflexão e intervenção pedagógica.
- D)Apresenta intenção prognóstica, somativa, de explicação, bem como a apresentação de resultados finais.
Errada, porque essa descrição corresponde mais a uma avaliação tradicional, com foco somativo e resultados finais, e não à mediação.
- E)Utiliza uma visão dialógica, de negociação entre os envolvidos e multirreferencial (objetivos, valores e discussão interdisciplinar).
Certa, porque apresenta uma avaliação dialógica, negociada e multirreferencial, exatamente a lógica defendida por Hoffmann.
Gabarito: E
A avaliação mediadora, na linha de Jussara Hoffmann, não serve para “dar nota e encerrar o assunto”. Ela entra como parte do processo de ensino, acompanhando o aluno de perto, identificando avanços, dúvidas e caminhos para intervir antes que a aprendizagem “desande”. A ideia central é que avaliar e ensinar caminham juntos. Por isso, essa avaliação tem um olhar mais dialógico e formativo. Em vez de comparar alunos para separar os “melhores” dos “piores”, ela busca compreender como cada estudante aprende, que mediações precisa e como o professor pode reorganizar sua prática. Aqui, a proximidade entre quem ensina e quem aprende é essencial, porque a avaliação vira conversa pedagógica, e não julgamento final. O gabarito é a alternativa E porque ela descreve justamente essa lógica: visão dialógica, negociação entre os envolvidos e múltiplos referenciais para interpretar a aprendizagem. Isso combina com a proposta mediadora, que considera objetivos, valores, contextos e também o diálogo interdisciplinar, fugindo da ideia de uma avaliação fechada, única e puramente classificatória. Em provas, sempre desconfie quando a questão trocar avaliação mediadora por palavras como classificação, seleção, seriação, competição ou resultado final. Esses termos apontam para uma avaliação tradicional, enquanto Hoffmann defende acompanhamento, escuta e intervenção pedagógica contínua.