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Pedagogia · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Pedagogia

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 e as Diretrizes Curriculares Nacionais do Conselho Nacional de Educação de 1997 e 1998 — desestabilizaram de forma significativa a presença da Educação Física na escola, naquilo que apontam para a autonomia das instituições escolares na organização de seus Projetos Político-Pedagógicos. Não se trata de um “fim de sua obrigatoriedade” conforme tem sido anunciado na mídia educativa ou por segmentos corporativistas. Mas a exigência posta desde então é a de que a presença da Educação Física na escola precisa ser qualificada, sistematizada e realizada como parte indissociável da escolarização básica, considerando-se, aí, que “a escola tem uma dinâmica cultural específica e é nela que a educação física é constituída como disciplina”. (Vago, 1999b, p. 24. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/fef/article/view/48/2699. Adaptado.) Diante do exposto, refere-se a um princípio orientador da prática da educação física na educação básica:

Gabarito: D

A questão trata da ideia de que a Educação Física na escola não deve ser um apêndice solto, nem ficar reduzida a recreação ou a mero controle do comportamento. Com a LDB de 1996 e as Diretrizes Curriculares, a escola ganhou mais autonomia para organizar seu projeto pedagógico, mas isso não significou abandonar a Educação Física. Pelo contrário: a disciplina continua sendo parte da formação básica e precisa ter intencionalidade, planejamento e sentido pedagógico. Nesse cenário, a palavra-chave é qualificação. A presença da Educação Física deve ser construída de forma permanente, articulada ao Projeto Político-Pedagógico e comprometida com a formação integral do estudante. Isso dialoga com a visão de que a escola produz uma cultura própria e que a Educação Física, dentro dela, não é “só jogar bola”, mas um conhecimento escolar com objetivos, conteúdos e avaliação. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Ela traduz exatamente a necessidade de reconstituir a ação educativa da Educação Física e superar as fragmentações históricas da área, como a separação entre corpo e mente, teoria e prática, ou aula e brincadeira. Em termos legais e pedagógicos, isso combina com a LDB e com o princípio da gestão pedagógica da escola, que exige coerência entre currículo, práticas e finalidade formativa. As demais alternativas caem em visões antigas ou reducionistas: umas tratam a aula como descanso, outras como adestramento, outras ainda como atividade isolada do resto da escola. A banca gosta muito de cobrar esse contraste entre uma Educação Física crítica, integrada e formativa, e uma visão mecânica ou estereotipada da disciplina.

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