A contação de histórias é instrumento importante, pois possibilita desenvolver a atenção e o raciocínio a partir de: I. Levantamento de suposições e hipóteses. II. Exercício da relação ação e reação. III. “Poderes mágicos” de perder a atenção. IV. Comparação do desfecho com a suposição. V. Exercício da memória sobre as generalidades ao longo do enredo e sobre o destino dos personagens (releitura). Está correto o que se afirma em
- A)I, II, III, IV e V.
Errada, porque a afirmativa III não contribui para atenção e raciocínio, então não podem estar corretas todas as proposições.
- B)I, II e IV, apenas.
Errada, porque desconsidera a afirmativa V, que também descreve um ganho cognitivo importante da contação de histórias.
- C)II, III e V, apenas.
Errada, porque inclui a afirmativa III, que é incoerente e não corresponde a um efeito pedagógico da leitura de histórias.
- D)III, IV e V, apenas.
Errada, porque reúne apenas itens com problemas e deixa de fora afirmativas centrais como I, II e V.
- E)I, II, IV e V, apenas.
Certa, porque I, II, IV e V descrevem efeitos reais da contação de histórias no desenvolvimento da atenção, do raciocínio e da memória.
Gabarito: E
A contação de histórias, na Educação Infantil, não serve só para entreter: ela ajuda a criança a ouvir com atenção, pensar, prever e relacionar ideias. Quando a professora lê ou narra uma história, a criança vai testando hipóteses, imaginando o que pode acontecer e comparando depois com o desfecho real. Isso fortalece atenção, raciocínio e memória de forma bem natural, sem cara de prova, mas com muito aprendizado. Na prática, a história convida a criança a fazer leituras do enredo: "o que será que vai acontecer?", "por que esse personagem agiu assim?", "foi igual ao que eu imaginei?". Também ajuda na sequência lógica dos acontecimentos e na lembrança dos personagens, das situações e das relações construídas ao longo da narrativa. Esse tipo de trabalho é muito valorizado nas propostas de Educação Infantil da BNCC, que enfatiza experiências com linguagem oral, escuta, imaginação e narrativa. Por isso, o gabarito é E. Estão corretas as afirmações I, II, IV e V, porque todas se relacionam com processos cognitivos que a contação de histórias pode desenvolver: levantar suposições, perceber relações de ação e reação, comparar a previsão com o final e exercitar a memória sobre o enredo. Já a afirmativa III está errada porque "poderes mágicos" de perder a atenção não faz sentido pedagógico, é o famoso item que tenta confundir com fantasia, mas derrapa feio no conteúdo. Em resumo: contar histórias na Educação Infantil é brincar com a imaginação, sim, mas com um objetivo bem sério por trás - desenvolver linguagem, pensamento e atenção.