Após a Segunda Guerra Mundial, os japoneses partiram em direção à busca de metas nacionais por meio do comércio e não dos meios militares. As décadas de 1940 e 1950 foram períodos de reconstrução e de consolidação para o controle da qualidade japonesa. A partir dessas iniciativas, de acordo com Juran, os japoneses articularam algumas estratégias inéditas para criar uma revolução na qualidade. Várias dessas estratégias foram decisivas, entre as quais, EXCETO:
- A)Os gerentes de alto nível lideraram pessoalmente a revolução.
Correta, porque Juran aponta a liderança direta da alta direção como fator decisivo na revolução japonesa da qualidade.
- B)O aperfeiçoamento da qualidade foi empreendido a um ritmo contínuo e revolucionário.
Correta, pois a melhoria da qualidade foi tratada como processo contínuo, com ritmo constante e forte compromisso com a excelência.
- C)Alguns níveis e funções foram submetidos a treinamento no gerenciamento para a qualidade.
Errada, porque o destaque de Juran não foi o treinamento restrito de alguns níveis e funções, e sim um esforço abrangente envolvendo liderança, cultura e participação coletiva.
- D)A força de trabalho participou do aperfeiçoamento da qualidade por meio do conceito de círculos de controle da qualidade.
Correta, já que os círculos de controle da qualidade foram uma marca importante da participação dos trabalhadores no aperfeiçoamento dos processos.
Gabarito: C
A questão trata da chamada revolução japonesa da qualidade, muito associada às ideias de Juran e de outros autores do controle da qualidade total. Depois da Segunda Guerra, o Japão investiu pesado em produção com qualidade, disciplina de processos e melhoria contínua, transformando a qualidade em estratégia de país, não só de empresa. Isso não aconteceu por milagre: houve liderança da alta direção, participação dos trabalhadores e uma cultura de aperfeiçoamento permanente. Juran destaca que os japoneses fizeram algo bem inteligente: trataram a qualidade como assunto de todos, com apoio da chefia, envolvimento da força de trabalho e foco constante em melhorar processos. Os círculos de controle da qualidade viraram símbolo disso, porque aproximavam o trabalhador da solução dos problemas do dia a dia. Em outras palavras, qualidade deixou de ser enfeite e passou a ser rotina. O gabarito é a alternativa C porque ela fala em treinamento de alguns níveis e funções no gerenciamento para a qualidade, mas essa não foi a estratégia decisiva destacada por Juran. O ponto central da experiência japonesa foi mais amplo e sistêmico: liderança da alta administração, melhoria contínua e participação coletiva. Treinar apenas alguns níveis não expressa bem essa mobilização geral, por isso a banca marcou essa como a exceção. Em provas, quando aparecer Juran e Japão, pense nessa tríade: liderança, melhoria contínua e envolvimento de todos. Se a alternativa parecer estreitar demais a ideia ou deslocar o foco para um grupo limitado, desconfie. A lógica é sempre de cultura organizacional ampla, não de ação pontual.