“A Educação de Jovens e Adultos já se chamou Madureza, Suplência, Supletivo, Alfabetização, dentre outros nomes. Era uma modalidade de ensino assumida por voluntários, ou mesmo por docentes que usavam os mesmos procedimentos ministrados para crianças e adolescentes. Ao ser instituído o Parecer nº 11/2000, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que regulamentou a Educação de Jovens e de Adultos, foi estabelecido o perfil diferenciado desses alunos.” (Disponível em: https://educador.brasilescola.uol.com.br/politicaeducacional. Acesso em: 03/01/2022. Adaptado.) Sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA), assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Os alunos devem ser tratados como jovens e adultos e não como crianças e adolescentes no período escolar esperado.
Correta, porque a EJA atende jovens e adultos como sujeitos específicos, e não como crianças ou adolescentes no fluxo escolar regular.
- B)Tem como principal objetivo a constituição de uma Educação Básica para jovens e adultos, sendo voltada para a cidadania.
Correta, pois a EJA busca garantir a Educação Básica com foco na formação cidadã e na inclusão educacional.
- C)O acesso à aprendizagem é efetivamente voltado ao conhecimento já formado pelos jovens e adultos, sendo utilizada a ferramenta de memorização das matérias ministradas, somente.
Errada, porque a EJA não se reduz à memorização de conteúdos; ela deve valorizar os saberes prévios e a aprendizagem significativa do educando.
- D)Trata-se de uma modalidade de ensino, assim como componente constitutivo da Educação Básica e não mais um subsistema de ensino, com as seguintes funções: reparadora, equalizadora e qualificadora, obedecendo a princípios de equidade, diferença e proporção.
Correta, pois a EJA é modalidade da Educação Básica e possui funções reparadora, equalizadora e qualificadora, conforme a orientação normativa da área.
Gabarito: C
A EJA é uma modalidade da Educação Básica pensada para jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade própria. Por isso, ela não pode ser tratada como uma “escolinha de criança crescida”: o aluno da EJA tem trajetória de vida, saberes prévios, experiências de trabalho e de mundo que precisam ser respeitados no processo de ensino. A ideia central é reconhecer esse sujeito como jovem ou adulto, com necessidades e tempos de aprendizagem próprios. Na legislação e na orientação pedagógica da área, a EJA aparece como parte da Educação Básica e cumpre funções muito conhecidas: reparadora, equalizadora e qualificadora. Isso conversa com os princípios de equidade, diferença e proporcionalidade, que ajudam a adaptar o ensino à realidade do estudante, sem infantilização e sem improviso. É justamente aí que a letra C escorrega. Ela transforma a aprendizagem em mera memorização de conteúdos já ministrados, como se bastasse repetir matéria para resolver a EJA. Isso contraria a concepção do Parecer CNE/CEB nº 11/2000, que valoriza o conhecimento prévio do educando, sua experiência de vida e uma prática pedagógica própria, mais significativa e contextualizada. Então, na EJA, o caminho não é decorar por decorar: é aprender com sentido, conectando escola e vida real. E quando a banca tenta vender memorização como método central, pode desconfiar que tem pegadinha no ar.