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Pedagogia · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Pedagogia

Desde que começou a ser produzido no Brasil, o etanol revitalizou a indústria canavieira. Sua utilização como combustível para automóveis tende a se popularizar nos próximos anos, reduzindo a dependência nacional do petróleo. Apesar das inúmeras vantagens do combustível brasileiro, o aumento das exportações do país tem enfrentado obstáculos comerciais. O protecionismo tem sido o seu maior inimigo, restringindo a entrada do etanol por meio de barreiras não tarifárias. Os outros países – especialmente os desenvolvidos – apresentam justificativas para impedir a entrada do biocombustível brasileiro; analise-as. I. Apoiados nos argumentos da Food and Agriculture Organization (FAO), muitos países rejeitam o etanol por acreditar que sua produção inibe o fornecimento de alimentos, destinando a safras para o desenvolvimento do combustível. II. As péssimas condições de trabalho nos canaviais brasileiros também contribuem para a reprovação internacional do etanol brasileiro. III. Há uma crescente preocupação com a expansão das fronteiras agrícolas brasileiras. IV. Acredita-se que a aceleração das atividades agrícolas para suprir o mercado de biocombustível pode estimular o desmatamento de florestas nativas. Está correto o que se afirma em

Gabarito: A

A questão trata dos principais argumentos usados por países desenvolvidos para criar barreiras ao etanol brasileiro. Em concursos, isso costuma aparecer como um bloco de críticas “ambientais, sociais e econômicas” ao biocombustível, mesmo quando o produto tem vantagens energéticas claras. Ou seja, não basta pensar só no combustível em si: o debate também envolve comércio internacional, sustentabilidade e imagem do país produtor. No caso do etanol, há quatro justificativas clássicas para o protecionismo: a disputa entre produção de energia e produção de alimentos, as denúncias de condições precárias de trabalho nos canaviais, a preocupação com a expansão da fronteira agrícola e o risco de desmatamento para ampliar áreas de cultivo. Esses pontos aparecem com frequência em discursos de organismos internacionais, ONGs e governos que tentam restringir a entrada do produto por meio de barreiras não tarifárias. Por isso, os itens I, II, III e IV estão corretos. O item I reflete a ideia de que o uso de terras e culturas agrícolas para combustível poderia afetar a oferta de alimentos. O item II aponta um problema social real, ligado à exploração do trabalho no setor sucroalcooleiro. O item III remete ao avanço da agricultura sobre novas áreas, e o item IV completa o raciocínio ambiental, com o medo de desmatamento em razão da expansão da produção. Assim, o gabarito A está certo porque reúne todas as justificativas mencionadas no enunciado. Em provas da CONSULPLAN, esse tipo de questão gosta de misturar economia, meio ambiente e relações internacionais para ver se você percebe que todas as afirmações podem coexistir como argumentos de restrição comercial.

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