A especificidade da atuação do coordenador pedagógico, segundo Vasconcelos (2002), refere-se aos processos de aprendizagem, onde quer que ocorram, e para que este papel possa se efetivar na instituição de ensino, e o Coordenador Pedagógico possa ajudar a produzir as mudanças indispensáveis nas práticas de ensino são necessárias as condições “objetivas” e “subjetivas”. Quando se fala de mudança da prática de sala de aula para educadores, não há uma adesão imediata; ao contrário, manifesta-se amiúde uma certa resistência, comentários que deixam transparecer nas entrelinhas descrença ou desânimo [...]. Para dar conta deste desafio, a coordenação pedagógica deverá ser capacitada nas dimensões básicas da formação humana: as condições subjetivas. Sobre as condições subjetivas visando à ação do coordenador pedagógico, infere-se que se tratam das seguintes dimensões:
- A)Técnica; habilidade; e, procedimento.
Errada, porque técnica, habilidade e procedimento não correspondem ao trio clássico das dimensões subjetivas da formação humana.
- B)Conceitual; procedimental; e, técnica.
Errada, porque conceitual e procedimental fazem sentido, mas 'técnica' não substitui a dimensão atitudinal cobrada na questão.
- C)Procedimental; técnica; e, historicidade.
Errada, porque 'historicidade' não integra as dimensões subjetivas apresentadas por Vasconcelos nesse contexto.
- D)Conceitual; procedimental; e, atitudinal.
Certa, porque reúne as dimensões conceitual, procedimental e atitudinal, que expressam saber, saber fazer e postura.
- E)Procedimental; historicidade; e, atitudinal.
Errada, porque mistura procedimental, historicidade e atitudinal, mas deixa de fora a dimensão conceitual.
Gabarito: D
Quando Vasconcelos fala das condições subjetivas para a atuação do coordenador pedagógico, ele está pensando no que sustenta a mudança de prática de verdade: não basta conhecer técnicas, é preciso compreender, saber agir e ter postura para lidar com a equipe. Em outras palavras, a formação humana que ajuda o coordenador a mediar conflitos, provocar reflexão e enfrentar resistências passa pelas dimensões conceitual, procedimental e atitudinal. A dimensão conceitual é o saber o que é, por que é e para que serve. A procedimental é o saber fazer, isto é, colocar em prática estratégias, encaminhamentos e intervenções. Já a atitudinal envolve postura, valores, disponibilidade para escuta, diálogo, cooperação e compromisso com a mudança. É exatamente por isso que o gabarito é a letra D. O enunciado fala da atuação do coordenador diante da resistência dos professores e da necessidade de capacitá-lo nas dimensões básicas da formação humana. Isso combina com um perfil que integra conhecimento, ação e atitude, e não apenas técnica solta. Na prática, o coordenador pedagógico não é um fiscal de sala nem um distribuidor de tarefas. Ele atua como articulador formativo, ajudando a equipe a refletir sobre o currículo e a melhorar as práticas de ensino, algo muito coerente com a literatura pedagógica sobre coordenação e formação continuada.