Para Cipriano (2007), “a avaliação formativa reforça a ideia de que a avaliação, no desenvolvimento global do currículo, é uma ocasião a mais de aprendizagem e não uma interrupção da mesma (...)”. Com relação à avaliação formativa, é INCORRETO afirmar que:
- A)Em sua intenção e função formativa transcende os resultados da prova e da qualificação
Está certa, porque a avaliação formativa vai além da simples prova e da atribuição de nota, focando o processo de aprendizagem.
- B)Os instrumentos de avaliação têm ênfase quantitativa coletada, em geral, por meio de provas.
Está errada, porque atribui à avaliação formativa uma ênfase quantitativa e centrada em provas, o que é mais típico da avaliação somativa e classificatória.
- C)Visa a fornecer aos alunos um feedback de seus progressos, considerando avaliações feitas em diferentes momentos e instrumentos.
Está certa, porque a avaliação formativa busca oferecer feedback contínuo sobre os progressos do aluno em diferentes momentos e com vários instrumentos.
- D)Colabora para a regulação de suas aprendizagens, para o desenvolvimento de suas competências e o aprimoramento de suas habilidades em favor de um projeto.
Está certa, porque essa modalidade ajuda a regular a aprendizagem e a desenvolver competências e habilidades ao longo do processo.
Gabarito: B
A avaliação formativa é aquela que acompanha o processo de aprendizagem enquanto ele acontece. Ela não serve só para “dar nota”, mas para mostrar ao aluno e ao professor o que já foi aprendido, o que ainda precisa de ajuste e como melhorar o percurso. Em outras palavras, ela funciona como um termômetro pedagógico, não como uma fotografia final do desempenho. Por isso, a lógica da avaliação formativa é qualitativa e reguladora. Ela valoriza diferentes instrumentos, como observações, atividades, devolutivas, produções dos alunos e momentos variados de verificação. O foco está no progresso, no feedback e na possibilidade de intervenção imediata. Isso conversa bem com a ideia de Cipriano Luckesi, para quem avaliar é parte do processo de aprender, e não uma pausa dramática com cara de prova final. A alternativa incorreta é a que diz que os instrumentos de avaliação têm ênfase quantitativa coletada, em geral, por meio de provas. Isso descreve uma visão mais tradicional e classificatória, típica da avaliação somativa, e não da formativa. Na avaliação formativa, a prova pode até existir, mas não reina sozinha nem é o centro da história. Então, guarde a lógica: avaliação formativa acompanha, orienta, devolve, corrige rota e ajuda o aluno a avançar. Se a frase puxar para número, classificação e centralidade da prova, desconfie na hora.