Para Plan (2008), as melhores estratégias para se combater a violência escolar, entre elas, o bullying, são as que se concentram no campo micro, as mudanças de normas técnicas da escola e da sala de aula, a capacitação de professores, conscientização dos direitos infantis e estabelecimento de normas claras referentes ao comportamento na escola. Trata-se de uma referência à ação mediadora do professor no combate ao bullying:
- A)Culpar o agressor perante a turma.
Errada, porque culpar o agressor perante a turma expõe e humilha, o que pode agravar a violência em vez de preveni-la.
- B)Oportunizar os alunos para que criem regras antibullying.
Certa, porque envolver os alunos na criação de regras antibullying favorece corresponsabilidade, prevenção e convivência respeitosa.
- C)Conversar com os alunos, reproduzindo a ação do agressor.
Errada, porque reproduzir a ação do agressor não é mediação pedagógica e ainda reforça o comportamento violento.
- D)Sempre que possível trabalhar atividades com mensagens reprodutoras do bullying.
Errada, porque mensagens que reproduzem o bullying normalizam a agressão e vão contra a construção de um ambiente escolar saudável.
Gabarito: B
A ideia central da questão é simples: combater o bullying não se faz com exposição, humilhação ou reprodução da agressão, mas com prevenção, diálogo e construção de regras claras dentro da escola. Para Plan (2008), as estratégias mais eficazes estão no campo micro, ou seja, no cotidiano da sala de aula e da escola, com normas bem definidas, formação docente e conscientização dos direitos da criança e do adolescente. Na prática, isso significa que o professor não deve agir como se fosse um juiz que só pune depois do estrago. Ele precisa mediar, orientar e envolver a turma em um ambiente seguro, em que o comportamento esperado fique claro para todos. Quando os alunos participam da criação de regras de convivência, há maior compromisso com elas, porque a norma deixa de ser algo imposto e passa a ser construída coletivamente. É por isso que o gabarito é a letra B: oportunizar que os alunos criem regras antibullying fortalece o vínculo com a turma, desenvolve responsabilidade e ajuda a prevenir novas situações de violência. Esse tipo de ação conversa muito com princípios do ECA, que protege a dignidade da criança e do adolescente, e com a ideia de escola como espaço de formação cidadã, não de constrangimento. As demais alternativas caminham na direção oposta do que se espera de uma mediação pedagógica. Em vez de reduzir a violência, elas tendem a reforçar a exposição do agressor ou até normalizar a prática. Em prova, sempre desconfie de soluções que parecem "dar uma lição" na hora, porque combate ao bullying pede prevenção, escuta e regra clara, não espetáculo.