No âmbito da educação especial, a equipe de avaliadores atua no processo de avaliação como um conjunto de
- A)gestores educacionais.
Errada, porque gestores educacionais não representam a função técnica específica da equipe de avaliação na educação especial.
- B)tutores.
Errada, pois tutores não expressam a composição especializada exigida nesse processo avaliativo.
- C)professores.
Errada, porque professores atuam na docência, mas a questão pede a equipe de avaliadores como conjunto de profissionais especializados.
- D)monitores pedagógicos.
Errada, já que monitores pedagógicos não correspondem à ideia de assessoria técnica especializada na avaliação educacional especial.
- E)assessores especializados.
Certa, porque a avaliação na educação especial é realizada por uma equipe de assessores especializados, com atuação técnica e articulada.
Gabarito: E
Na educação especial, a avaliação não é feita de forma solta, como se cada profissional puxasse para um lado. A ideia é trabalho em equipe, com análise conjunta das necessidades do aluno, dos apoios que ele precisa e das estratégias mais adequadas para favorecer sua aprendizagem e sua participação. Por isso, a equipe de avaliadores não atua como um grupo genérico de pessoal da escola, mas como um conjunto de especialistas que olham o estudante de forma interdisciplinar. Esse ponto conversa com a lógica da educação inclusiva prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996) e com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que reforçam o atendimento educacional especializado e a atuação articulada de profissionais com formação adequada. Em outras palavras: na educação especial, avaliar é mais do que dar nota ou carimbar relatório. É identificar barreiras, potencialidades e apoios, sem transformar o processo em caça ao erro. Por isso, o gabarito é a letra E. A expressão "assessores especializados" é a que melhor traduz a composição da equipe avaliadora nesse contexto, porque remete a profissionais com conhecimentos específicos para orientar, acompanhar e qualificar a avaliação educacional do estudante com deficiência, transtornos do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. As demais alternativas tentam reduzir essa equipe a funções escolares comuns, mas a educação especial exige uma atuação técnica e especializada. Em banca CESPE/CEBRASPE, isso costuma aparecer justamente para testar se você percebe a diferença entre função pedagógica geral e suporte especializado.