Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, os cursos da educação de jovens e adultos (EJA) devem pautar-se pela flexibilidade, tanto no currículo quanto no tempo e espaço escolares, para
- A)evitar a realização de atividades culturais, recreativas e esportivas, que desviam o foco da aprendizagem.
Errada, porque a EJA não deve evitar atividades culturais, recreativas e esportivas; essas práticas também fazem parte de uma formação integral.
- B)promover a motivação e a orientação permanente dos estudantes ao ofertar um ensino com turmas divididas por faixa etária e nível de aprendizado.
Errada, porque a EJA não se organiza necessariamente por turmas divididas por faixa etária e nível de aprendizado, e a motivação/orientação não é a finalidade normativa indicada.
- C)incentivar a simetria com o ensino regular, de modo a permitir percursos comuns para jovens e adultos.
Errada, porque a EJA não busca simetria com o ensino regular, mas sim organização própria, adequada às especificidades de jovens e adultos.
- D)prover atividades diversificadas com foco na memorização.
Errada, porque o foco da EJA não é a memorização, e sim uma formação significativa, vinculada à experiência do estudante e ao mundo do trabalho.
- E)desenvolver a agregação de competências para o trabalho.
Certa, porque as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica preveem que a flexibilidade da EJA deve permitir o desenvolvimento da agregação de competências para o trabalho.
Gabarito: E
As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica tratam a EJA como uma modalidade que precisa respeitar a vida real do estudante. Por isso, a lógica aqui é flexibilidade no currículo, no tempo e no espaço escolar, porque o aluno da EJA muitas vezes trabalha, cuida da família e tem uma trajetória escolar marcada por interrupções. Nesse contexto, as diretrizes dizem que os cursos de EJA devem se organizar para desenvolver a agregação de competências para o trabalho, de forma articulada com a formação básica. A ideia não é reduzir a EJA a treinamento profissional, mas permitir que a escolarização dialogue com as experiências e necessidades concretas de jovens e adultos. Esse ponto aparece nas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, especialmente ao tratar da EJA como modalidade com organização flexível e vinculada ao mundo do trabalho. Em prova, a banca costuma trocar essa finalidade por enunciados genéricos ou por objetivos que parecem bonitos, mas não estão no texto normativo. Então, o gabarito E está correto porque traduz exatamente a finalidade prevista: a flexibilidade serve para possibilitar o desenvolvimento de competências relacionadas ao trabalho, sem engessar o percurso formativo do estudante.