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Pedagogia · CESPE/CEBRASPE · 2025

Questão comentada de Pedagogia

A educação especial na perspectiva da educação inclusiva direciona-se, também, a estudantes com transtornos globais do desenvolvimento, um tema contemporâneo transversal intimamente relacionado à educação. Nesse contexto, o transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta frequentemente muito cedo (antes de a criança ingressar na escola, por exemplo) e é diagnosticado quando os déficits característicos de comunicação social são acompanhados por comportamentos excessivamente repetitivos, interesses restritos e insistência nas mesmas coisas é o

Gabarito: A

A questão trata do transtorno do neurodesenvolvimento que aparece cedo na infância e afeta, principalmente, a comunicação social e o comportamento. Quando o enunciado fala em déficits de comunicação social acompanhados de comportamentos repetitivos, interesses restritos e insistência em rotinas, ele está descrevendo o quadro típico do transtorno do espectro autista, o TEA. Ou seja, não é algo “de mau comportamento” ou de “falta de limites”, mas um condição do desenvolvimento que pode trazer necessidades específicas de apoio na escola. Na educação inclusiva, o estudante com TEA deve ter acesso, participação e aprendizagem com os apoios necessários. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva reforçam esse direito, assim como as normas educacionais que orientam o atendimento educacional especializado quando preciso. Na prática, a escola precisa olhar para a singularidade do estudante, e não tentar encaixá-lo à força em um modelo único. O gabarito é a letra A porque o enunciado reúne exatamente os sinais centrais do espectro autista: prejuízos na interação e comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento. Esse é o retrato mais clássico do TEA, reconhecido nos manuais diagnósticos atuais, como o DSM-5-TR. As demais alternativas descrevem outros transtornos, mas não esse conjunto específico de sintomas. Em prova, CESPE gosta de trocar nomes parecidos e misturar transtornos de comportamento, humor e atenção para ver se você cai na armadilha do “parece, mas não é”.

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