Em relação ao uso escolar das novas tecnologias de comunicação e informação, cabe ao ensino religioso
- A)integrar as referidas tecnologias às aulas a fim de ampliar as possibilidades de aprendizagem.
Correta, porque as tecnologias devem ser integradas às práticas pedagógicas para ampliar a aprendizagem, inclusive no ensino religioso.
- B)preservar a dimensão do sagrado, mantendo-se distante das referidas tecnologias.
Errada, porque o ensino religioso não deve se afastar das tecnologias, mas utilizá-las de forma pedagógica e crítica.
- C)criticar a dimensão do sagrado por meio da utilização das novas tecnologias.
Errada, porque o foco não é criticar o sagrado por meio da tecnologia, e sim usar recursos tecnológicos para ensinar melhor.
- D)criticar nas aulas as tecnologias contrárias à fé e ao sagrado.
Errada, porque a aula não deve virar espaço de combate às tecnologias, mas de uso educativo e reflexão sobre elas.
- E)integrar as referidas tecnologias à dimensão do sagrado a fim de ampliar a fé religiosa.
Errada, porque a tecnologia não deve ser misturada à dimensão do sagrado como estratégia de reforço da fé, e sim usada como recurso didático.
Gabarito: A
Quando a banca fala em novas tecnologias de comunicação e informação na escola, a ideia central costuma ser simples: elas são ferramentas pedagógicas, não um fim em si mesmas. No ensino religioso, isso não muda. O componente pode e deve usar recursos digitais, vídeos, ambientes virtuais, imagens, pesquisas e outras mídias para enriquecer a aprendizagem, desde que respeite os objetivos pedagógicos da escola e a liberdade de crença dos estudantes. Isso conversa com o princípio constitucional da liberdade de consciência e de crença (CF, art. 5º, VI) e com a previsão de ensino religioso como disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, de matrícula facultativa (CF, art. 210, §1º). Ou seja, a escola não deve isolar o ensino religioso do mundo real, como se tecnologia e educação fossem inimigas naturais. Pelo contrário: tecnologia bem usada amplia acesso, participação e compreensão. A lógica pedagógica hoje é de integração crítica das tecnologias ao currículo. A LDB também incentiva o uso de metodologias, recursos e formas de organização do trabalho escolar que favoreçam a aprendizagem. Então, no ensino religioso, o papel não é fugir das tecnologias nem combatê-las, mas usá-las com intenção didática, sem perder o respeito à diversidade religiosa e à laicidade do Estado. Por isso, o gabarito é a letra A: integrar as tecnologias às aulas para ampliar as possibilidades de aprendizagem. É a postura mais coerente com uma educação contemporânea, inclusiva e pedagógica, em vez de uma visão de medo ou isolamento.