Um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A identificação das semelhanças entre fenômenos geográficos é o início da compreensão da unidade terrestre. Base Nacional Comum Curricular. p. 360. Em relação ao ensino de geografia no ensino fundamental, a BNCC prevê que o raciocínio geográfico aplica determinados princípios para a compreensão de aspectos fundamentais da realidade. Assinale a opção que indica o princípio do raciocínio geográfico correspondente à descrição apresentada no fragmento de texto precedente, extraído da BNCC.
- A)ordem
Errada, porque ordem se relaciona à organização e à disposição dos elementos no espaço, não à comparação de semelhanças.
- B)conexão
Errada, porque conexão trata das relações e interdependências entre fenômenos, e não da identificação de semelhanças.
- C)distribuição
Errada, porque distribuição diz respeito à repartição dos fenômenos no espaço, não ao ato de comparar.
- D)localização
Errada, porque localização remete à posição de um fenômeno no espaço, e não ao reconhecimento de similaridades.
- E)analogia
Certa, porque analogia é o princípio baseado na comparação entre fenômenos geográficos para identificar semelhanças.
Gabarito: E
A BNCC organiza o raciocínio geográfico em princípios que ajudam você a ler o espaço e não apenas a decorar nomes de lugares. A ideia é transformar o estudo da Geografia em uma forma de pensar a realidade, percebendo relações, padrões e diferenças entre os fenômenos. Isso aparece na própria BNCC, na parte em que ela trata do raciocínio geográfico no Ensino Fundamental. No trecho da questão, a pista está na expressão “identificação das semelhanças entre fenômenos geográficos”. Quando o enunciado fala em comparar fenômenos para perceber semelhanças, ele está falando do princípio da analogia. Em Geografia, analogia é justamente isso: comparar para reconhecer semelhanças, padrões e regularidades, o que ajuda a compreender a unidade terrestre. Por isso o gabarito é a letra E. A banca quer saber se você sabe associar a definição ao princípio correto, e não apenas decorar a lista. Se o texto destacasse a posição de um fenômeno no espaço, seria localização; se falasse em relações entre fenômenos, seria conexão; se apontasse a repartição no espaço, seria distribuição. Aqui, porém, o foco é comparar e encontrar semelhanças. Em resumo: na BNCC, os princípios do raciocínio geográfico funcionam como óculos de leitura do espaço. E, neste caso, os “óculos” da questão são os da analogia, porque a chave do fragmento é exatamente a comparação entre fenômenos geográficos.