Nas escolas, o ensino religioso demanda metodologias orientadas para
- A)compreensão de diferentes manifestações do sagrado.
Correta, porque o ensino religioso escolar deve promover compreensão das diferentes manifestações do sagrado, com respeito à diversidade e sem proselitismo.
- B)avaliação do sagrado nas manifestações escolares.
Errada, porque a escola não deve avaliar o sagrado, e sim estudá-lo de forma pedagógica e plural.
- C)implementação da fé nas manifestações do sagrado.
Errada, porque implementar fé é postura confessional e de catequese, incompatível com a função escolar do ensino religioso.
- D)experimentação do sagrado nas manifestações religiosas.
Errada, porque experimentação do sagrado indica vivência religiosa, não compreensão educativa do fenômeno religioso.
- E)ampliação da fé no sagrado por meio do uso de tecnologias.
Errada, porque amplia a fé e ainda mistura tecnologia como foco, desviando completamente do objetivo pedagógico do ensino religioso.
Gabarito: A
O ensino religioso na escola pública, no Brasil, não pode funcionar como catequese disfarçada. A ideia central, desde a Constituição Federal de 1988, art. 210, §1º, e a LDB, art. 33, é respeitar a diversidade religiosa e tratar o tema de forma não confessional e não proselitista. Em outras palavras: a escola estuda o fenômeno religioso, não tenta converter ninguém. Por isso, as metodologias precisam levar você a compreender diferentes manifestações do sagrado, das crenças e das tradições religiosas presentes na sociedade. O foco é formativo, cultural e respeitoso, favorecendo diálogo, tolerância e convivência com a diversidade. A alternativa A está correta exatamente porque fala em compreensão de diferentes manifestações do sagrado. Isso traduz bem o ensino religioso escolar em chave plural e pedagógica, sem impor fé nem avaliar crença pessoal. O STJ, inclusive, já reconheceu a possibilidade de ensino religioso confessional no sistema público, mas a matriz normativa continua exigindo respeito à liberdade de consciência e à diversidade, de modo que a abordagem escolar não pode virar imposição religiosa.