A didática na perspectiva histórico-cultural tem sido bastante utilizada na formação de professores no Brasil. Essa prática é fundamenta na teoria de
- A)Pavlov.
Pavlov é ligado ao condicionamento clássico, uma base do behaviorismo, não à perspectiva histórico-cultural.
- B)Piaget.
Piaget explica o desenvolvimento cognitivo por estágios e construção ativa, mas não fundamenta diretamente a teoria histórico-cultural.
- C)Vygotsky.
Vygotsky é o autor da teoria histórico-cultural, centrada na mediação, linguagem e interação social.
- D)Ausubel.
Ausubel trata da aprendizagem significativa e dos conhecimentos prévios, mas não da abordagem histórico-cultural.
- E)Skinner.
Skinner é referência do condicionamento operante e do behaviorismo, diferente da matriz histórico-cultural.
Gabarito: C
A didática na perspectiva histórico-cultural parte da ideia de que o ser humano se desenvolve nas relações sociais e pela mediação da cultura, da linguagem e da interação com outras pessoas. Em sala de aula, isso significa que o professor não é só um transmissor de conteúdo: ele organiza situações de aprendizagem para que o aluno avance com ajuda, diálogo e mediação. Essa visão é associada diretamente a Lev Vygotsky, que explicou que o aprendizado pode impulsionar o desenvolvimento, especialmente quando o estudante atua com apoio de alguém mais experiente. É a famosa lógica da mediação e da zona de desenvolvimento proximal, tão querida em provas porque aparece disfarçada de prática pedagógica moderna. Por isso, o gabarito é a letra C. A perspectiva histórico-cultural da didática bebe na teoria vygotskyana, e não nas teorias de comportamento, inteligência individual ou aprendizagem por recepção. Em resumo: se a questão fala em interação, mediação e cultura, pense em Vygotsky.