Para trabalhar hábitos saudáveis de higiene e alimentação, cinco professoras de uma escola de educação infantil planejaram ações diferentes, conforme apresentadas a seguir. I A professora Carina chamou cada criança individualmente e explicou sobre as boas práticas de higiene e alimentação como lavar as mãos, escovar os dentes, comer frutas etc. II Durante a rotina diária, a professora Maria explica sobre hábitos saudáveis de higiene e alimentação, depois cria situações para que as crianças possam vivenciá-las sob supervisão de um adulto. III A professora Helena falou com toda a turma sobre a importância dos hábitos de higiene e alimentação e entregou desenhos para colorir com crianças lavando as mão, comendo frutas, tomando banho etc. IV A professora Ana exibiu um vídeo com profissionais (dentista, médico, nutricionista etc.) falando sobre higiene e alimentação saudável. V A professora Paula orientou os pais sobre higiene e alimentação porque ela sabe que esse tipo de aprendizagem é responsabilidade da família. Entre as situações apresentadas, a que exerce mais influência para a construção de bons hábitos de higiene e alimentação junto às crianças é aquela apresentada pela professora
- A)Carina.
É uma ação informativa, mas muito centrada na explicação verbal e pouco eficiente para consolidar hábitos na prática.
- B)Maria.
Correta, porque une explicação, vivência concreta e supervisão, o que favorece a formação real de hábitos na educação infantil.
- C)Helena.
Tem valor pedagógico, mas ficar só no discurso e em atividades de colorir torna a aprendizagem superficial e pouco prática.
- D)Ana.
O vídeo pode ajudar a sensibilizar, mas a criança aprende menos quando apenas assiste passivamente, sem vivenciar a situação.
- E)Paula.
Errada, porque a escola também é responsável por educar hábitos de cuidado pessoal, não deixando isso só para a família.
Gabarito: B
Na educação infantil, hábitos de higiene e alimentação não se consolidam só com fala bonita ou desenho para colorir. A criança aprende muito mais quando ela vê, faz, repete e vive isso na rotina, com mediação do adulto. É aquele clássico da educação infantil: menos palestra e mais experiência concreta, porque o hábito nasce da prática diária e da observação do exemplo. Por isso, a situação mais forte é a da professora que, durante a rotina, explica e depois cria vivências para as crianças realizarem sob supervisão. Isso combina com a ideia de aprendizagem integral na educação infantil, prevista na LDB (art. 29), e com a BNCC, que valoriza interações e brincadeiras como eixos do desenvolvimento. Em outras palavras: a criança não vira fã de escovar os dentes só porque ouviu falar disso; ela precisa escovar, repetir, ser incentivada e ver sentido na ação. As demais propostas têm algum valor, mas influenciam menos. Falar individualmente, exibir vídeo ou entregar desenho ajuda a informar, mas não garante construção de hábito. E repassar isso apenas à família enfraquece o papel da escola, que também deve educar, cuidar e promover experiências formativas. Assim, o gabarito B está correto porque privilegia a vivência orientada no cotidiano escolar, que é o caminho mais eficaz para formar bons hábitos na educação infantil.