A escola contemporânea aborda novas realidades que surgem com o desenvolvimento econômico, social, cultural e tecnológico; ela necessita colocar-se em uma perspectiva de crítica que permita ao sujeito a compreensão e transformação da realidade. Nessa perspectiva, a escola contemporânea deve
- A)abordar a organização do trabalho pedagógico a partir de um ponto unidimensional de concepção de ensino.
Errada, porque reduz o trabalho pedagógico a uma concepção unidimensional, o que contraria a complexidade da escola contemporânea.
- B)compreender os efeitos positivos e negativos das novas tecnologias e seus impactos para a educação, para a sala de aula e para a aprendizagem dos alunos.
Certa, porque a escola deve analisar criticamente os impactos positivos e negativos das tecnologias na educação, na sala de aula e na aprendizagem.
- C)dominar os processos de funcionamento das tecnologias de comunicação.
Errada, porque dominar o funcionamento técnico das tecnologias é insuficiente sem reflexão pedagógica e crítica sobre seus efeitos.
- D)Escolher princípios religiosos e culturais na escola pública para alicerçar escolhas pessoais e práticas sociais.
Errada, porque a escola pública deve ser laica e não pode alicerçar práticas em escolhas religiosas ou culturais pessoais.
- E)relativizar as dimensões de classe, raça e gênero no cotidiano escolar.
Errada, porque a escola não deve relativizar classe, raça e gênero, mas reconhecer essas dimensões para enfrentar desigualdades.
Gabarito: B
A escola contemporânea não pode fingir que vive em uma bolha. Quando surgem novas realidades sociais, econômicas, culturais e tecnológicas, o papel da escola é ajudar o aluno a ler esse mundo com senso crítico, e não apenas repetir conteúdos como se nada tivesse mudado. Em concurso, isso costuma aparecer como uma visão de escola mais reflexiva, conectada ao contexto e à transformação da realidade. Nesse cenário, as tecnologias educacionais não são um enfeite nem um fim em si mesmas. Elas precisam ser analisadas com equilíbrio: podem ampliar acesso, interação e aprendizagem, mas também podem gerar distrações, exclusão digital e uso superficial. Por isso, a escola deve compreender seus efeitos positivos e negativos e pensar no impacto real que elas causam na sala de aula e no aprendizado. É exatamente isso que torna a alternativa B correta. Ela traduz a ideia de uma escola que observa criticamente as novas tecnologias, entende seus benefícios e seus riscos e usa esse olhar para qualificar a educação. Essa postura conversa com a LDB, especialmente com os princípios de liberdade, apreço à tolerância e vinculação entre educação, trabalho e práticas sociais, além das diretrizes curriculares que valorizam a formação crítica do estudante. As demais alternativas escorregam porque trazem visões fechadas, reducionistas ou incompatíveis com a escola pública contemporânea. A lógica aqui é menos "apertar botão" e mais "pensar antes de usar". A tecnologia entra como ferramenta pedagógica, e a escola como espaço de reflexão, não de adoração tecnológica.