De acordo com o PME do município de Joinville – SC, todas as crianças deverão estar alfabetizadas até, no máximo, o final do terceiro ano do ensino fundamental. Como estratégia para alcançar essa meta, ficou definido que
- A)a alfabetização só pode ser iniciada no primeiro ano do ensino fundamental com a qualificação e valorização dos professores alfabetizadores e com apoio pedagógico específico.
Errada, porque a alfabetização não fica restrita apenas ao primeiro ano, e a meta da questão é chegar ao final do 3º ano do fundamental.
- B)o único instrumento válido para aferir a alfabetização das crianças será a “Provinha Brasil”, aplicada a cada ano como forma de avaliação e monitoramento.
Errada, porque a avaliação da alfabetização não se limita a um único instrumento, e a própria política educacional trabalha com monitoramento mais amplo.
- C)as pessoas com deficiência, consideradas suas especificidades, deverão ter o mesmo tratamento que os outros estudantes, de modo a atender à terminalidade temporal.
Errada, porque a educação inclusiva exige atendimento às especificidades das pessoas com deficiência, e não tratamento igual sem adaptações.
- D)haverá fomento para o desenvolvimento de tecnologias educacionais inovadoras que assegurem a alfabetização e favoreçam a aprendizagem dos estudantes.
Certa, porque o plano prevê incentivo a tecnologias educacionais inovadoras como meio de garantir a alfabetização e melhorar a aprendizagem.
- E)todas as crianças na faixa etária considerada deverão utilizar os mesmos materiais didáticos, a fim de que a base nacional curricular seja universalizada.
Errada, porque a padronização total de materiais didáticos não é a estratégia descrita pelo plano, que busca apoiar a aprendizagem com diversidade e adequação.
Gabarito: D
A questão trata da meta de alfabetização prevista no PME de Joinville-SC, alinhada à lógica do PNE: garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental. Em planos educacionais, isso não aparece como uma promessa solta, mas como um conjunto de estratégias para dar sustentação à meta. A ideia central aqui é simples: não basta dizer "alfabetize" e cruzar os dedos. O poder público precisa criar condições reais para isso acontecer, como formação de professores, acompanhamento pedagógico, materiais adequados e, principalmente, investimento em soluções que melhorem o processo de ensino-aprendizagem. Por isso o gabarito é a alternativa D: o plano prevê fomento ao desenvolvimento de tecnologias educacionais inovadoras para assegurar a alfabetização e favorecer a aprendizagem dos estudantes. Esse tipo de previsão é compatível com a redação típica das metas e estratégias dos planos de educação, que combinam objetivo pedagógico com meios concretos de execução. Em termos normativos, essa lógica conversa com a Constituição Federal, com a LDB e com o Plano Nacional de Educação, que orientam os entes federados a organizar metas e estratégias para garantir a aprendizagem com qualidade e equidade. Em resumo: não é só alfabetizar, é criar as condições para alfabetizar de verdade.