Segundo Georges Snyders, uma escola que prepara o estudante apenas para o futuro acaba desconsiderando o tempo presente e os anseios imediatos da infância. De acordo com essa concepção, é possível pensar a educação para o tempo futuro sem desconsiderar o tempo presente, com o intuito de tornar estudantes e professores mais felizes nos muitos dias e anos que passam na escola, quando
- A)o professor pode contar com a direção da escola para ajudar com a disciplina bem como para aplicar as advertências previstas no regimento escolar.
Errada, porque reduz a solução para disciplina e advertências, que não responde à crítica de Snyders sobre o presente vivido na escola.
- B)são utilizadas atividades interativas, valorizando-se o contexto e as opiniões dos estudantes, e quando são despertadas a afetividade e a criatividade nas metodologias de ensino-aprendizagem.
Certa, pois valoriza interação, contexto, opinião dos estudantes, afetividade e criatividade, exatamente o tipo de escola que considera o presente sem abandonar o futuro.
- C)as atividades são preparadas unicamente pelo professor para não caracterizar transferência de responsabilidade.
Errada, porque concentra tudo no professor e contraria a participação ativa dos estudantes, que é essencial nessa concepção.
- D)a avaliação evidencia conteúdo a ser memorizado pelos alunos em momento marcado para o teste.
Errada, porque reforça uma avaliação centrada na memorização e no teste, modelo bem distante de uma aprendizagem significativa e humanizada.
- E)o professor mantém a sala organizada e silenciosa para garantir bons hábitos de comportamento.
Errada, porque prioriza silêncio e controle comportamental como fim em si mesmos, em vez de aprendizagem com sentido e participação.
Gabarito: B
Georges Snyders defende uma escola que não trate a infância como simples “treino para depois”, como se a vida só começasse no futuro. Para ele, a escola precisa fazer sentido no presente do aluno, acolhendo seus interesses, sua experiência e sua alegria de aprender, sem abandonar a formação para o amanhã. Em outras palavras: aprender agora também precisa valer a pena agora. Essa ideia aparece quando o ensino deixa de ser só transmissão seca de conteúdo e passa a envolver participação, diálogo e vínculo com a realidade do estudante. Quando a aula valoriza o contexto vivido, as opiniões dos alunos e atividades que despertam afetividade e criatividade, o aprendizado fica mais humano e mais significativo. A escola continua formando para o futuro, mas sem transformar o presente em uma espera sem graça. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente essa visão de Snyders: metodologias interativas, valorização do aluno como sujeito ativo e atenção aos aspectos afetivos e criativos do processo educativo. Não é uma escola de “cumprir tabela”, mas de viver a aprendizagem com sentido, participação e prazer intelectual. Esse pensamento dialoga com correntes pedagógicas que defendem a centralidade do estudante e da experiência concreta, em oposição a uma escola excessivamente conteudista e disciplinadora. A ideia não é “aliviar” a escola, mas torná-la mais plena, equilibrando formação, humanidade e felicidade no cotidiano escolar.