A taxonomia de Bloom
- A)é estruturada com base na seleção curricular, que configura seu ponto de partida
Errada, porque a taxonomia de Bloom não parte da seleção curricular, e sim da formulação de objetivos educacionais em níveis de complexidade.
- B)organiza o planejamento de maneira a priorizar a escolha dos procedimentos e das estratégias, antes mesmo da definição dos objetivos.
Errada, porque o planejamento pedagógico começa pela definição dos objetivos, e não pela escolha de procedimentos e estratégias.
- C)orienta a aquisição de habilidades de modo que as estruturas mais complexas sejam adquiridas antes das mais simples.
Errada, porque Bloom organiza os objetivos do simples ao complexo, e não o contrário.
- D)favorece uma ação segmentada.
Errada, porque a taxonomia de Bloom não favorece uma ação segmentada, mas uma progressão organizada das aprendizagens.
- E)delimita os objetivos em níveis de cognição e de ação.
Certa, porque a taxonomia delimita os objetivos em níveis de cognição e de ação, classificando aprendizagens por complexidade.
Gabarito: E
A taxonomia de Bloom é uma forma de organizar objetivos educacionais em níveis de complexidade, indo do mais simples ao mais elaborado. Em vez de tratar o ensino como uma lista solta de conteúdos, ela ajuda o professor a pensar: o que o aluno deve lembrar, compreender, aplicar, analisar, avaliar e criar. Ou seja, ela serve para dar ordem e clareza aos objetivos de aprendizagem. Na versão clássica, Bloom trabalhou com três domínios: cognitivo, afetivo e psicomotor. Em concursos, porém, a cobrança mais frequente é sobre o domínio cognitivo, que vai do conhecimento até a avaliação. Na reformulação posterior, os níveis ficaram ainda mais refinados, mas a ideia central permaneceu: os objetivos são organizados em níveis de complexidade crescente. Por isso, o gabarito é a letra E. A taxonomia de Bloom delimita os objetivos em níveis de cognição e de ação, porque ela classifica o que se espera que o aluno aprenda e faça, permitindo ao professor planejar ensino, atividades e avaliação de forma coerente. É uma ferramenta de organização pedagógica, não de seleção curricular nem de escolha de estratégias antes dos objetivos. Na prática, ela evita aquele planejamento “no escuro”: primeiro você define o objetivo, depois escolhe metodologia, atividade e avaliação. Se o foco é, por exemplo, apenas lembrar um conceito, a exigência é uma; se é analisar criticamente, o nível já sobe bastante. Essa lógica é exatamente o coração da taxonomia.