Ao ingressar em determinada escola para lecionar matemática no 9º ano, um professor aplica, ao final do primeiro trimestre uma avaliação especial e, ao final do segundo trimestre, aplica novamente a mesma avaliação para seus alunos e verifica a diferença entre os resultados obtidos. Esse tipo de avaliação é denominada
- A)avaliação diagnóstica.
Errada, porque avaliação diagnóstica serve para levantar conhecimentos prévios e dificuldades, normalmente antes ou no início do ensino.
- B)avaliação comparativa.
Certa, porque o enunciado descreve a comparação entre resultados de duas aplicações da mesma avaliação em momentos distintos.
- C)avaliação formativa.
Errada, pois a avaliação formativa acompanha o processo de aprendizagem de modo contínuo para ajustar intervenções, e não apenas comparar dois resultados.
- D)avaliação somativa.
Errada, porque a avaliação somativa tem foco no resultado final de uma etapa, com caráter de síntese ou classificação.
- E)avaliação contínua.
Errada, já que avaliação contínua é um acompanhamento permanente do aluno ao longo do processo, e o enunciado destaca uma comparação pontual entre dois momentos.
Gabarito: B
Essa questão trabalha a ideia de comparar desempenhos em dois momentos diferentes para perceber se houve avanço, recuo ou estabilidade. Repare no detalhe: o professor aplica a mesma avaliação no fim do primeiro trimestre e depois repete no fim do segundo trimestre, para verificar a diferença entre os resultados. Isso não é só medir o que o aluno sabe naquele instante, mas confrontar dois resultados para analisar a evolução. Na linguagem pedagógica, esse procedimento é chamado de avaliação comparativa, porque o foco está na comparação entre desempenhos obtidos em momentos distintos. É uma forma de acompanhar o progresso do aluno com base em referência anterior, quase como um "antes e depois" educacional. Por isso o gabarito é a letra B. A avaliação diagnóstica busca identificar conhecimentos prévios e dificuldades antes ou no início do processo; a formativa acompanha o processo continuamente para ajustar a prática; a somativa fecha um ciclo com finalidade classificatória ou de resultado final. Aqui, o professor quer comparar resultados de duas aplicações da mesma prova, então a lógica é comparativa. Em prova de concurso, fique atento a essa pista: quando o enunciado fala em repetir a mesma avaliação e comparar os resultados, a banca quer uma leitura de evolução entre momentos, não uma simples atribuição de nota. É a pedagogia dizendo: "vamos ver se a turma andou, ou se ficou no mesmo lugar".