No que se refere à avaliação, esta deve acontecer, principalmente, pela
- A)observação, devidamente planejada, sistematizada e acompanhada do registro das informações coletadas, que constitui a avaliação formal, sem deixar de lado a avaliação informal que traz aspectos relevantes para a composição total da avaliação.
Certa: destaca a observação planejada e sistematizada com registro, que é a base da avaliação na educação infantil, sem perder o olhar informal do cotidiano.
- B)aplicação de métodos formais, com anotações que comporão a menção final com o objetivo de promoção e classificação.
Errada: prioriza métodos formais, menção final, promoção e classificação, o que contraria a avaliação como acompanhamento do desenvolvimento.
- C)observação sistemática, registro em caderno de campo, fichas, questionários, relatórios, portfólios (exposição das produções pelas crianças) sem objetivo de promoção na creche e com o objetivo de promoção na pré-escola que antecede os anos iniciais do ensino fundamental.
Errada: mistura instrumentos corretos com a ideia de promoção na pré-escola, mas a avaliação na educação infantil não tem objetivo de promoção.
- D)avaliação formativa que prioriza a observação do desempenho e do crescimento comparativo da criança em relação a ela mesma e aos pares, com objetivo de identificar as características do desenvolvimento adequado à faixa etária.
Errada: embora fale em avaliação formativa, reduz o processo à comparação com os pares, o que não é o foco da avaliação infantil.
- E)observação das expressões, da construção do pensamento e do conhecimento, do desenvolvimento da criança, bem como suas necessidades e interesses, guias primordiais para a composição do relatório que indicará a promoção para a fase seguinte.
Errada: até menciona observação e desenvolvimento, mas direciona o resultado para relatório que indicará promoção, ideia incompatível com a educação infantil.
Gabarito: A
Em avaliação educacional, principalmente na educação infantil, o foco não deve ser decorar nota ou transformar a criança em um boletim ambulante. O mais importante é observar o processo: como ela age, fala, interage, resolve pequenos desafios e se desenvolve no cotidiano. A avaliação, nesse contexto, tem caráter contínuo, diagnóstico e formativo, acompanhando a aprendizagem sem finalidade classificatória. Por isso, a observação é central, mas não pode ser uma olhada rápida e improvisada. Ela precisa ser planejada, sistematizada e registrada, porque só assim você consegue acompanhar evidências reais do desenvolvimento da criança. Na prática, isso inclui anotações, registros, relatórios, portfólios e outros instrumentos que ajudam a compor uma visão mais completa. A alternativa A está correta porque traduz exatamente essa lógica: observação bem organizada, com registro das informações coletadas, articulando avaliação formal e informal. Isso conversa com a LDB (Lei 9.394/1996), que determina, na educação infantil, avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento, sem objetivo de promoção, e com a BNCC, que reforça a observação e o registro como eixos do acompanhamento pedagógico. As demais alternativas escorregam para promoção, classificação ou excesso de formalismo, o que contraria a natureza da avaliação na educação infantil. Aqui, a ideia não é comparar a criança com uma régua de nota, mas compreender seu percurso e apoiar seu desenvolvimento.