Com relação ao uso de tecnologia assistiva na mediação da aprendizagem, assinale a opção correta.
- A)No contexto das avaliações, deve-se evitar empregar a tecnologia assistiva, para que não se configure situação de privilégio para o estudante com deficiência.
Errada, porque a tecnologia assistiva pode e deve ser usada nas avaliações quando necessário, para garantir acessibilidade e isonomia, não privilégio.
- B)Os recursos de tecnologia assistiva podem facilitar o desempenho de uma tarefa, porém são incapazes de romper as barreiras de acesso.
Errada, porque a tecnologia assistiva justamente ajuda a romper barreiras de acesso, ampliando participação e comunicação.
- C)A tecnologia assistiva compreende, principalmente, a aceitação, tanto pelo professor quanto pelo aluno, das barreiras de acesso frente ao uso dessa tecnologia e ao seu papel no processo de aprendizagem.
Errada, porque tecnologia assistiva não significa aceitação das barreiras, e sim superação delas por meio de recursos e estratégias.
- D)O objetivo central da tecnologia assistiva é a alfabetização de pessoas com deficiência.
Errada, porque o objetivo da tecnologia assistiva é mais amplo do que alfabetizar, envolvendo autonomia, funcionalidade, participação e inclusão.
- E)A tecnologia assistiva apoia o profissional do AEE na promoção da funcionalidade relacionada à atividade e à participação de pessoas com deficiência, incapacidade ou mobilidade reduzida, visando à autonomia e inclusão social dessas pessoas.
Certa, porque descreve corretamente a finalidade da tecnologia assistiva no AEE: promover funcionalidade, atividade, participação, autonomia e inclusão social.
Gabarito: E
Tecnologia assistiva é o conjunto de produtos, recursos, metodologias, estratégias e serviços que ajudam a ampliar a funcionalidade da pessoa com deficiência, garantindo mais autonomia, participação e acesso à aprendizagem. Na escola, ela não serve para “dar vantagem”, mas para remover barreiras e deixar o estudante aprender em condições mais justas. Pense nela como uma ponte: ela não muda o destino, mas facilita chegar lá. No contexto educacional, a tecnologia assistiva pode incluir leitores de tela, pranchas de comunicação, software ampliador, adaptações de mobiliário, teclado alternativo, recursos táteis e muito mais. O ponto central é permitir que o aluno participe das atividades, acompanhe a turma e demonstre o que aprendeu, inclusive nas avaliações, quando necessário. Por isso, não faz sentido evitar esses recursos por medo de privilégio: isso confundiria equidade com favor. O gabarito é a letra E porque ela traz exatamente a função da tecnologia assistiva na perspectiva da inclusão: apoiar o profissional do Atendimento Educacional Especializado (AEE) na promoção da funcionalidade, da atividade e da participação da pessoa com deficiência, com foco em autonomia e inclusão social. Essa ideia conversa diretamente com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), que trata de tecnologia assistiva como recurso para ampliar capacidades e eliminar barreiras, e com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Resumo para prova: tecnologia assistiva não é luxo, não é prêmio e não é só para alfabetização. Ela é instrumento de acesso, participação e aprendizagem. Se a alternativa fala em autonomia, funcionalidade, participação e inclusão, acende a luz verde.